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Jovens fazem ameças de massacre em escolas ‘inspirados’ em tiroteios de Suzano e N. Zelândia

Em todos os casos, registrados em pelo menos cinco cidades no Estado, como Americana e Sumaré, as ameças são feitas pelas redes sociais; a maioria alega que tudo não passou de 'brincadeira'

Massacres em escola de Suzano (SP), que deixaram 10 mortos e vários feridos, e na Nova Zelândia, que aconteceu neste sábado (16) quando um atirador atacou duas mesquitas e matou 50 pessoas e deixou 48 feridos, podem ter inspirado pelo menos cinco jovens em cinco cidades do Estado de São Paulo, a fazer ameaças em redes sociais de tiroteio e mortes dentro de colégios causando pânico e muita confusão.

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Dois casos aconteceram na região, em Sumaré e Americana, outros foram registrados em Mogi Guaçu, Taboão da Serra e Ribeirão Preto. Todas as ameaças diziam que os massacres teriam muitas mortes e que ocorreriam hoje dentro de escolas estaduais, onde os envolvidos são alunos.

A maioria dos jovens alegou que todas as ameaças não passavam de ‘brincadeiras’ entre os colegas que fazem parte de grupos em aplicativos como o Whatsapp. Apenas um deles, um estudante de Taboão da Serra, confessou que realmente estava programando um ataque por sofrer “bullyng” dos alunos e professores.

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As polícias locais estão investigando os casos e registrando as ocorrências desde o final de semana. Foram apreendidas armas de verdade e réplicas, roupas, entre outros artefatos. Além disso, houve reforço policial e na segurança das escolas citadas nas ameaças.

SUMARÉ

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Um adolescente de 17 anos, em Sumaré, alegando ter feito uma ‘brincadeira de mau gosto’, provocou pânico na Escola Estadual João Franceschini, no Jardim São Paulo, próxima da área central no final de semana e nesta manhã (18).

O jovem teve algumas fotos e mensagens publicadas no sábado em redes sociais que faziam menção de que ataques semelhantes aos de Suzano e da Nova Zelândia ocorreriam na escola de Sumaré.

 

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Segundo o estudante de Sumaré, a mensagem (acima) só foi enviada a um amigo e que ele não sabe como foi parar nas redes sociais. Foto: Reprodução/Whatsapp

 

A direção da João Franceschini levou o caso à Polícia nesta manhã de segunda-feira para que fosse investigado, dado a gravidade e o pânico causado entre os alunos e pais.

O autor das mensagens alegou ter mandado apenas para um amigo como ‘brincadeira’ pelo Whatsapp e que não sabe como as informações foram parar nas redes sociais.  A Polícia Civil registrou o caso como não criminal.

Logo em seguida, a mãe do rapaz constatou que a repercussão do caso provocou graves ameaças contra o filho. Por isso, ela fez um registro de ocorrência de ameaça contra ele. Ambos os registros foram feitos na CPJ (Central de Polícia Judiciária) de Sumaré.

O TODODIA fez contato com a Diretoria de Ensino de Sumaré para buscar dados sobre faltas de alunos e algum outro transtorno que o caso tenha provocado na escola, mas até o momento não houve resposta.

AMERICANA

Em Americana, de acordo com as primeiras investigações da polícia, as ameaças aconteceram contra alunos da Escola Estadual Ary Menegatto, no bairro São Vito.

Inspirado pelos ataques as mesquitas na Nova Zelândia, um adolescente de apenas 15 anos, aluno da escola, mandou mensagens de áudio por Whatsapp falando sobre os ataques a um grupo de estudantes do 3º ano do ensino médio na noite deste domingo (17).

Segundo a investigação, ele citou os ataques perguntado se alguém tinha visto como foram e se eles queriam saber em detalhes. Os alunos do grupo entraram em pânico, já que o adolescente também disse ter uma arma de verdade, e muitos acabaram não indo a escola hoje.

 

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Arma apreendida da casa do primo do aluno da escola Ary Menegatto, em Americana, que é usada para tiro esportivo. Foto: Divulgação/PM

 

Com a confusão, a direção da escola acionou a polícia, que esteve no local e conversou com o adolescente, que esclareceu que as mensagens não passaram de ‘bricandeira’ no grupo. Segundo informações o garoto não estava com a arma, que foi apreendida na casa do primo dele que é legalizada e usada para tiro esportivo.

Logo que a notícia começou a ser divulgada pela imprensa, a direção da escola enviou uma mensagem de esclarecimento dizendo ‘que tudo não tinha passado de uma brincadeira’ e que tudo estava sob controle no local, inclusive com aulas normais.

“Tudo não passou de brincadeira no grupo dos alunos e transformaram isso num alarde (se referindo à imprensa). O menino não tinha intenção nenhuma de fazer isso. Ele nem tem acesso a arma nenhuma. A escola está totalmente tranquila e com aula normal. O menino com a família já prestaram esclarecimentos na delegacia”, disse a supervisora de ensino em mensagem enviada para jornalistas.

OUTROS CASOS

 Na manhã de hoje mais um caso na região. Por volta das 8 horas, um adolescente, aluno da Escola Estadual Luís Martini, em Mogi Guaçu, foi detido pela Guarda Municipal por estar portando 2 réplicas de arma de fogo e máscara de caveira. Em depoimento na delegacia o menor disse que queria assustar os colegas com esta ‘brincadeira’.

 

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Roupas apreendidas na casa do adolescente de Mogi Guaçu divulgada  pelas redes sociais. Foto: Divulgação/PM

 

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Estudante deixou mensagem que só poderia ser aberta após o massacre e seu suicídio. Foto: Divulgação

 

Em Taboão da Serra, região da grande São Paulo, um aluno, T.N.S. da Escola Estadual Doutor Reynaldo do Nascimento Falleiros, estaria planejando realizar um massacre contra os alunos do colégio. A denúncia das ameaças foi feita pela diretora da escola, Marcia Luchesi de Mello de Souza, ontem à tarde.

Ele teria trocado mensagens com outro aluno, que enviou os prints da conversa para a vice-diretora, Tania Reis Silva. De acordo com a polícia, o atentado aconteceria hoje, com uma ameaça de ‘matar todos, sem perdoar nem mesmo as crianças’, e que ele já tinha avisado a diversos amigos próximos.

Além de aumentar o policiamento e a segurança na escola, a polícia localizou T. em uma igreja. Já em sua casa, na presença da mãe e sem encontrar nada de ilícito no local, ele confessou aos policiais que “em um futuro próximo, iria atentar contra vida dos professores e alunos da escola, pois sofria “bullying” de outros estudantes”.

Ele foi liberado sob o termo de compromisso e responsabilidade da mãe de apresentá-lo ao representante do MP (Ministério Público) e de ter um acompanhamento familiar.

Em Ribeirão Preto, José Martimiano da Silva, diretor da Etec (Escola Técnica Estadual) no Jardim Mosteiro, que tem mais de 2,5 mil alunos, denunciou um estudante de 16 anos por ameaçar cometer um massacre semelhante ao que ocorreu em Suzano dentro da escola.

 

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A Etec de Ribeirão Preto teve o policiamento reforçado para garantir a segurança dos alunos. Foto: Divulgação

 

Segundo as investigações, as ameaças teriam sido feitas por meio de mensagens em um grupo de rede social ao qual um dos professores da unidade de ensino teve acesso. O estudante teria postado possuir armamento e munição e que o suposto massacre também aconteceria hoje.

De acordo com o B.O. (Boletim de Ocorrência), as ameaças também incluiriam o assassinado de um professor por um outro estudante que usaria um faca emprestada pelo próprio adolescente.

Após a denúncia do diretor, a polícia apreendeu roupas camufladas e uma touca na casa do aluno em Sertãozinho, além de uma caixa vazia de um simulacro de arma de fogo. O adolescente teria declarado que tudo seria uma ‘brincadeira’ entre amigos.

 

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