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É preciso atenção à urina

Infecção ou alterações podem sinalizar doença nos rins, bexiga e até mesmo na próstata
by Folhapress

Envelhecer traz mudanças fisiológicas que impactam o bom funcionamento do sistema urinário. De acordo com a Sociedade Brasileira de Urologia, os mais velhos tendem a desenvolver infecções urinárias. A partir dos 65 anos, a incidência da doença é de 10% entre os homens e 20% entre as mulheres.

Segundo José Carlos Truzzi, médico urologista do Hospital Santa Catarina, é importante identificar quais mudanças são parte natural do processo de envelhecimento e quais indicam um sinal de alerta para possíveis doenças.

“É normal que haja alterações hormonais em uma mulher idosa, já que a menopausa diminui a produção de alguns hormônios. Mas a incontinência urinária, por exemplo, é uma patologia, não uma condição normal da velhice”, explica o urologista. De acordo com ele, é grande o número de pacientes que acredita que a perda involuntária da urina seja algo normal.

A incontinência urinária é frequente em mulheres, principalmente nas mais velhas. “Existe um tipo de incontinência que acomete mulheres mais idosas que chamamos de incontinência de esforço. Essas mulheres sofrem com a perda de xixi ao se agachar, ao carregar peso, espirrar ou tossir”, conta Willy Baccaglini, uro-oncologista do Hospital Albert Einstein. “Os principais fatores para as mulheres virem a apresentar isso são o próprio envelhecimento”, explica.

Por sua vez, os homens com idade avançada têm problemas relacionados principalmente ao crescimento benigno da próstata. “O crescimento da próstata começa a alterar a forma como eles urinam, já que a próstata passa a obstruir o caminho da uretra”.

Diferente do câncer de próstata, esse crescimento faz parte do processo de envelhecimento. Segundo o uro-oncologista, é preciso acompanhar os sintomas, que podem se agravar. “É comum que um homem com mais de 50 anos levante uma vez para ir ao banheiro durante a madrugada, mas alguns passam a precisar ir cinco, seis vezes. Esse seria um dos principais sintomas”, conta Baccaglini.

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