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‘É um grupo equilibrado’, avalia Vadão

Técnico da seleção feminina de futebol, Oswaldo Alvarez fala sobre o desafios do torneio, que acontece na França
by Elias Aredes

Enquanto o futebol masculino aproveita as férias de verão, o técnico da seleção feminina, Oswaldo Alvarez, o Vadão, não deixa o nível de concentração cair. Tudo para planejar a participação na próxima edição da Copa do Mundo, que acontece de 7 de junho a 7 de julho do ano que vem, na França.

Com 24 seleções, a responsabilidade é passar pela fase inicial em um grupo com Austrália, Itália e Jamaica. “É um grupo equilibrado”, disse Vadão a reportagem do TODODIA ontem, direto de Monte Azul Paulista. Ele reside em Campinas.

De modo didático e ponderado, o técnico explica porque o grupo deve ser encarado com seriedade. Na sua visão, a Jamaica pode ser enquadrada como “surpresa”, pois chega com um futebol forte e vistoso e nunca participou do certame, o que provocou a necessidade uma pesquisa pormenorizada.

A seleção italiana, por sua vez, promoveu uma revolução em sua estrutura que provocou até a troca da comissão técnica e que trouxe resultados positivos, tudo acarretado pelo investimento nas categorias de base pelas federações locais. Já a Austrália faz parte do grupo de favoritos e defronta-se costumeiramente com o Brasil, como no Torneio das Nações, realizado neste ano nos Estados Unidos.

Além dos desafios impostos pelos adversários existe ainda uma preocupação na questão física. Na Copa do Mundo de 2015, no Canadá, com a instituição da Seleção Permanente, as atletas foram submetidas ao mesmo cronograma de trabalho e atingiram o estágio desejado pela comissão técnica. Dessa vez é diferente.

Como as atletas atuam em ligas espalhadas pelo continente europeu e também no Brasil, será necessário um trabalho específico para deixar as atletas no mesmo nível. “Vamos começar a treinar no dia 14 de janeiro, em Teresópolis, mas algumas jogadores terão que retornar aos seus clubes na Coreia, China. Vamos negociar para que elas fiquem conosco até o final de fevereiro para participarmos de um torneio com Estados Unidos, Inglaterra, Brasil e Japão”, explicou o técnico.

Brasil tenta superar Copa de 2015

Com oito presenças em mundiais de futebol feminino, a seleção brasileira vai para os campos franceses com a missão de colher um resultado melhor do que na edição de 2015, realizada no Canadá, quando o Brasil venceu Costa Rica, Coreia do Sul e Espanha, mas caiu nas oitavas de final para a Austrália. A melhor colocação foi em 2007, quando foi vice-campeã ao perder na final para a Alemanha por 2 a 0.

Em 2019, as 24 equipes serão divididas em seis chaves com quatro equipes cada. Serão classificados para as fase seguintes os dois melhores de cada grupo e os quatro melhores terceiros colocados. O Brasil estreia no dia 9 de junho contra a Jamaica, em Grenople.

Feminino precisa vencer desinformação

Para o crescimento do futebol feminino no Brasil, Vadão admite que é preciso derrotar a desinformação. Países como China, Coréia, Canadá e Estados Unidos contam com ligas capazes de revelar bons valores e nas quais muitas jogadoras brasileiras estão inseridas.
Mesmo assim não há o devido acompanhamento por parte de público e crítica. “No trabalho de desenvolvimento da modalidade, eles (outros países) estão anos luz a nossa frente”, lamentou o técnico da seleção.

Entretanto, Vadão faz questão de enfatizar que o machismo passou a ser combatido em diversas frentes, o que viabiliza a projeção da modalidade no Brasil, apesar de não ser ideal. “Atrapalha (o machismo), mas já quebrou muito. A Marta foi homenageada e a festa do feminino foi junto com o masculino. E isso foi um avanço”, afirmou Vadão.

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