Copa Brasil de Snooker Paradesportivo reúne atletas PCDs e histórias de superação
Primeira edição do torneio, idealizado por Daniel Cabrera, terá representantes locais e propõe ampliar a visibilidade da modalidade adaptada
A cidade de Arujá receberá em 13 de dezembro a primeira Copa Brasil de Snooker Paradesportivo, evento pioneiro no país e voltado exclusivamente para atletas com deficiência física. Criada e organizada pelo jogador e comentarista Daniel Cabrera, a competição busca oferecer visibilidade, estrutura e espaço de disputas para a prática adaptada.
O torneio reunirá participantes de diversas regiões, incluindo três representantes de Arujá: José Luiz Carossi, o Zé Luiz; Peninha; e Dani Varjão. Atletas amadores, eles ressaltam a importância da realização da Copa para o desenvolvimento do snooker paradesportivo no Brasil e para o incentivo a novos praticantes.
Marco para a modalidade
Segundo Zé Luiz, que convive com sequelas de uma paralisia infantil desde os 10 meses de vida, o evento representa um marco para a modalidade. Peninha, que perdeu os movimentos das pernas entre um ano e meio e dois anos, considera a copa uma conquista aguardada há anos. Já Dani Varjão, cadeirante após acidentes que comprometeram sua locomoção, destaca que o snooker adaptado promove inclusão, representatividade e abre espaço para o fortalecimento da participação feminina no paradesporto.
As trajetórias dos três atletas também chamam atenção. Zé Luiz relembra o diagnóstico recebido ainda na infância; Peninha relata desafios enfrentados desde pequeno; e Dani conta como os acidentes transformaram sua rotina. Para todos, o esporte tornou-se uma ferramenta de autonomia e integração.
Com treinamentos intensificados para representar Arujá, os atletas afirmam que o objetivo vai além de medalhas: eles querem reforçar que o snooker paradesportivo é um caminho de acessibilidade, novas oportunidades e fortalecimento do movimento PCD em todo o país.
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