O ex-presidente da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) José Maria Marin, 86, foi sentenciado a pagar sozinho US$ 137.532,60 (cerca de R$ 521 mil) e a dividir com outros condenados um total de US$ 2,14 milhões (R$ 8,1 milhões) pelos escândalos de corrupção conhecidos como Fifagate.
A sentença foi publicada na noite de terça-feira. Do valor que pagará sozinho, US$ 19.532,60 (R$ 74 mil) serão devolvidos à Fifa como restituição por salários e benefícios -a entidade queria US$ 97.663 (R$ 369 mil). A Conmebol receberá US$ 118 mil (R$ 447 mil), também por salários e benefícios. A entidade havia pedido US$ 590 mil (R$ 2,2 milhões) na ação.
O total é referente a salários e benefícios (como diárias e passagens) que foram pagos ao cartola de 2012 a 2015, quando ele ocupou cargos na Fifa e na Conmebol. Diferentemente das confederações internacionais, a CBF não se declarou vítima no processo, por isso não receberá nada do cartola.
Com o paraguaio Juan Angél Napout, ex-presidente da Conmebol, o brasileiro terá que dividir US$ 24.001,45 (R$ 90 mil) pelos gastos que a Fifa teve com a preparação de Stephanie Maennl para o julgamento do caso.
Já o pagamento de US$ 2,14 milhões (R$ 8,1 milhões) é dividido entre Marin, Napout e outros condenados até agora pelo esquema. A divisão ainda será definida pelas autoridades dos Estados Unidos.
Esse dinheiro inclui restituição de US$ 40.444,49 (R$ 153 mil) à Fifa. A Concacaf receberá US$ 264.549,60 (cerca de R$ 1 milhão), além de US$ 1,4 milhão (R$ 5,3 milhões) de devolução de gastos com a investigação, entre outros valores. A Conmebol receberá US$ 333.582,75 (R$ 1,3 milhão) de restituição por despesas com a investigação.
A confederação dizia ter direito a US$ 85,4 milhões (R$ 323 milhões) em restituição por perda de receita com as propinas pagas, mas a corte entendeu que não era o caso.
A Justiça dos Estados Unidos também decidiu que Napout terá que restituir sozinho US$ 356.368,12 (R$ 1,3 milhão) à Fifa e à Conmebol.
Em agosto, o ex-presidente da CBF foi condenado a 48 meses de prisão e a pagar multa de US$ 1,2 milhão (R$ 4,5 milhões) pelos crimes cometidos no âmbito do Fifagate. Do período da pena, a estimativa é que Marin cumpra somente 28 meses, com descontos por bom comportamento e abatimento por tempo servido.
A multa foi dividida em seis parcelas, que começarão a ser pagas daqui a seis meses. Em meados de outubro, Marin foi transferido para uma penitenciária de segurança baixa em Allenwood, na Pensilvânia.
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