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Guerra contra milícia deixa 17 mortos no Rio de Janeiro

A última das operações ocorreu na noite desta quinta-feira (15), em Itaguaí
by Folhapress

Em um intervalo de apenas 24 horas, em duas operações em municípios da Baixada Fluminense. A Polícia Civil do Rio de Janeiro matou ao menos 17 acusados de integrar o “Bonde do Ecko”, considerada uma das maiores milícias do País, 

A última das operações ocorreu na noite desta quinta-feira (15), em Itaguaí (RJ), deixando 12 suspeitos mortos. Entre eles, o ex-policial militar Carlos Eduardo Benevides Gomes, conhecido como “Bené”, apontado como um dos chefes do grupo na lista dos criminosos mais procurados do Rio. 

Monitorado há duas semanas, o grupo teve um comboio interceptado em Itaguaí e trocou tiros com os agentes, segundo a polícia. 

Num vídeo já em posse dos investigadores, um ex-integrante da quadrilha revelou ao Ministério Público do Rio que, em setembro de 2018, Bené havia participado do assassinato de dois membros do próprio grupo criminoso. 

A Promotoria denunciou 44 suspeitos de integrar o grupo pelo crime de organização criminosa. Cinco meses depois, o corpo da testemunha foi encontrado no porta-malas de um carro com marcas de tiro. 

Após o depoimento de André Vitor de Souza Corrêa, ele foi jurado de morte pela quadrilha, segundo o Ministério Público. 

Segundo o relato, Wellington da Silva Braga, o Ecko, o chefão da milícia, mandou Bené matar dois integrantes da organização criminosa por supostamente usarem o nome dele para extorquir dinheiro de moradores em um condomínio do programa federal “Minha Casa, Minha Vida”. 

Bené chefiava uma espécie de “franquia” do bonde do Ecko em Itaguaí, um dos municípios da Baixada Fluminense, segundo informações obtidas com a Polícia Civil e pelo MP-RJ. 

CONFRONTO 

Na noite desta quinta, uma ação em conjunto entre a PRF (Polícia Rodoviária Federal) e a Polícia Civil do Rio interceptou um comboio de suspeitos de integrar a milícia de Itaguaí. 

A movimentação do grupo estava sendo monitorada há duas semanas pelo serviço de inteligência de uma força-tarefa para coibir a interferência de organizações criminosas nas eleições deste ano. 

Segundo a polícia, os criminosos abriram fogo ao perceberem a aproximação dos agentes, dando início a um confronto. 

Além de Bené, Émerson Benedito da Silva, conhecido como “Macumba”, também teria sido morto. 

Após o confronto, a polícia apreendeu ao menos oito fuzis, pistolas, munições, carregadores, aparelhos de comunicação e os quatro carros roubados ou clonados que faziam parte do comboio. Os suspeitos usavam fardamento militar, coturnos e coletes. 

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