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Mãe de Thaila Vitória diz que vai processar hospital

“É uma mistura de revolta, de perda”, diz a boleira Lidiane Dalafiori, que perdeu a filha com suspeita de meningite
by Claudete Campos
“É uma mistura de revolta, de perda. Não sei nem o que dizer. Talvez poderiam ter feito alguma coisa”. É assim que a boleira Lidiane Calil Alves Dalafiori, 40, tenta traduzir o sentimento pela perda da filha Thaila Vitória Dalafiori, 12 anos, que morreu com suspeita de meningite bacteriana na terça-feira, o que foi apontado no laudo clínico. A mãe confirmou que a família vai processar o Hospital Samaritano.
A dor é muito grande, admite a mãe. Mas ela tenta encontrar forças para seguir em frente. “Me apego a Deus, à minha família, ao meu filho (de 22 anos) e guardar os momentos bons. Nunca vi ela triste. Estava sempre sorrindo. Nunca a vi chorando. Era um anjo na nossa vida”, desabafou a mãe.
Não tem sido fácil para Lidiane ficar na casa onde conviveu com a filha por 12 anos, por causa das lembranças. Ontem, ela e a nora começaram a arrumar os pertences de Thaila. Vai doar as roupas e os calçados. “Algumas eu guardei porque ainda tem o cheiro dela”, diz a mãe.
“Foi muito triste”, afirmou Lidiane, sobre o ocorrido. A bolsa do material escolar estava arrumada para ir à escola e nem chegou a usar, relatou. Nem chegou a frequentar a 7ª série na Escola Estadual Olympia Barth de Oliveira, no Jardim Ipiranga.
Tudo começou na segunda-feira retrasada. Foi e voltou do Hospital Samaritano em Americana por cinco vezes entre segunda a sexta-feira da semana passada. Voltou a ser internada no fim de semana, no hospital da rede em Campinas, e não voltou para casa. Ela morreu na madrugada de terça.
Segundo a mãe, os médicos atenderam a jovem muito bem, mas disseram que ela estava com sinusite. Para ela, faltou conhecimento. Acredita que se os exames específicos tivessem sido feitos rapidamente, sua filha poderia ter sido salva.
Lidiane confirmou que a família vai processar o hospital. Tanto que já pediu todos os prontuários do atendimento. Tudo está nas mãos do advogado que entrará com o processo. A família não dispunha do contato dele ontem para informar à reportagem.
HOSPITAL
O Hospital Samaritano manteve a mesma posição anterior e não se manifestou sobre o processo.
“O Hospital Samaritano se solidariza com os familiares e lamenta a perda, bem como declara que se coloca à disposição para eventuais esclarecimentos, sendo que maiores detalhes do atendimento médico serão informados somente às pessoas legalmente competentes e partes relacionadas ao caso, diante do sigilo médico e da proteção à intimidade da paciente”, informou.
Além disso, o hospital informou que também irá apurar os fatos internamente e comunicará a quem de direito.
“Sem mais, o Hospital Samaritano declara que sempre atuará na medicina-hospitalar com desenvolvimento e aprimoramento dos cuidados aos pacientes”, traz a nota.

RESULTADO DEVE SAIR ATÉ SEGUNDA 

A Vigilância Epidemiológica de Americana informou, em nota, que o Instituto Adolfo Lutz se comprometeu em divulgar o resultado do exame para detectar a meningite bacteriana entre hoje e a próxima segunda.
“Somente após o laudo é que a vigilância irá adotar as medidas preconizadas em protocolo do Ministério da Saúde”, ressaltou a Vigilância.
Ontem pela manhã uma funcionária da Vigilância esteve na residência da família para informar que aguarda o resultado da mostra de sangue para confirmar e verificar qual foi o tipo de meningite que ocasionou a morte de Thaila.
E também se haverá necessidade de realizar o bloqueio com remédios.

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