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Manifestantes pedem cassação de Doria em frente à casa de Vanderlei Macris, em Americana

Objetivo de grupo barbarense de direita era pressionar Cauê Macris a colocar em votação pedido de impeachment do governador
by Claudete Campos

Cerca de 60 manifestantes de Santa Bárbara d´Oeste, simpatizantes do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), fizeram uma carreata pelas ruas de Americana até a casa do deputado federal Vanderlei Macris (PSDB), no bairro Chácaras Machadinho, em Americana, entre 10h e 11h30 desta sexta-feira (1º de Maio).

O grupo de direita radicado em Santa Bárbara pediu que o presidente da Alesp (Assembleia Legislativa do Estado), Cauê Macris, filho de Vanderlei, coloque em votação pedido de impeachment do governador João Doria, do mesmo partido.

O evento “Mega Carreata #Queremos Trabalhar” marcou a concentração para 10h na Praça do Trabalhador, na Avenida Brasil, em Americana.

O grupo foi impedido de ligar o carro de som contratado com placa de outra cidade por causa da lei do silêncio, informou um dos organizadores, o condutor socorrista de ambulância Júnior Veloso, 38. Segundo ele, o grupo exerceu seu direito de livre manifestação.

Na frente da casa do deputado, os participantes disseram palavras de ordem, gritaram “Fora Doria”, “Cauê Macris, Queremos Impeachment do João Doria” fizeram barulho com vuvuzela, cantaram “Macris, cadê você, eu vim aqui só para te ver” e acenderam a Tocha Pela Liberdade do Povo Paulista.

Veloso disse que o objetivo foi fazer pressão sobre o presidente da Alesp, que não mora mais na residência do pai.

Segundo o servidor municipal, o evento foi exclusivo para pedir a admissibilidade do impeachment do governador e para que Cauê coloque em votação a representação protocolada na Alesp pelo deputados estaduais do PSL.
A alegação do partido é que as medidas adotadas pelo governador suprimiram as liberdades individuais dos cidadãos do Estado, com as restrições de abertura de comércios não essenciais para contenção do coronavírus.

E que as medidas teriam infringido o direito à privacidade, a partir do rastreamento dos celulares para apurar o deslocamento e comprovar a taxa de adesão da população ao isolamento social.

Outra manifestante, Adriano Fonseca, disse que Doria não vai deixar o governo se Cauê não colocar em votação o requerimento pedindo o afastamento do governador. E elogiou os participantes.

“Americana hoje é a capital da democracia do Estado de São Paulo”, disse Adriano. Ele reclamou que as pessoas tiveram negado seu direito de ir e vir e de trabalhar e ganhar o sustento da família.

MÁSCARAS

Os participantes do protesto não usavam máscaras. Segundo Veloso, as pessoas cumpriram o distanciamento de segurança. Alegou que as máscaras, especialmente as de pano, quando ficam úmidas, podem ser fontes de concentração de bactérias.

PRÓXIMO

Esse grupo também deve participar de uma carreata envolvendo 23 cidades que deve sair às 17h da Estação ferroviária de Americana às 17h na segunda-feira (4).

OUTRO LADO

As assessorias dos deputados informaram que Vanderlei e Cauê não vão se manifestar sobre o protesto.

O governador João Doria enviou uma nota à redação pela assessoria de imprensa que segue abaixo:

“O Governo de São Paulo defende o direito à livre manifestação, mas lamenta que ela seja a favor de uma pandemia que já matou, até o momento, 2.375 pessoas no estado. A manutenção da quarentena até o dia 10 de maio é essencial para que o sistema de saúde comporte a demanda de pacientes com COVID-19. A medida visa preservar o bem mais valioso de todos, que é a vida. O Estado mantém o diálogo com a população e setores de comércio e serviços e prepara um plano de ação de reabertura das atividades a ser implementado de forma gradual e regionalizada. Também já liberou mais de R$ 650 milhões em empréstimos subsidiados para auxiliar empresas a enfrentar a crise e concedeu incentivos a optantes do Simples Nacional, que terão prazo adicional de 90 dias para pagar o ICMS devido”.

Procurado, o PSDB se manifestou em nota:

“O PSDB de São Paulo defende os princípios democráticos, entre eles a livre manifestação. Lamentamos, no entanto, que grupos político-partidários estejam usando a atual crise, na qual já morreram mais de 6 mil pessoas, para fins puramente eleitoreiros, baseados em um pedido de impeachment irreal e despropositado, imitando a estratégia petista de lidar com adversários que tanto fez mal ao Brasil. Nos solidarizamos ainda ao deputado Vanderlei Macris, cuja casa foi alvo da pseudo manifestação. O PSDB e o governador João Doria continuarão trabalhando para salvar vidas e ajudar os paulistas a superar a pior crise da história mundial.”

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