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Médico diz que fechamento do comércio em Americana foi precoce

Arnaldo Gouvea, no entanto, aponta o aumento de casos diários como uma preocupação
by Pedro Heiderich

Médico da Prefeitura de Americana, o infectologista Arnaldo Gouvea citou a dificuldade em manter a quarentena restrita durante um tempo estendido e avalia que o município fechou o comércio quando ainda não precisava. 

“Como disse na época, de uma certa forma queimamos a largada, fechamos no momento que não tinha casos e ocupação hospitalar para desencadear quarentena aqui. Foi uma medida de cima pra baixo, do Estado. Na época, a avaliação foi: estamos entrando cedo na quarentena, vamos acabar saindo cedo e ter que entrar de novo, que foi o que se efetivou”, afirmou. 

Gouvea continua o raciocínio. “Saímos da quarentena quando a situação estava melhorando lá na capital e na Grande São Paulo, aqui não. Aqui na região estava em curva de crescimento”. Para o médico, a volta da quarentena mais restrita vai demandar sacrifício dos pequenos comerciantes. “É o efeito colateral ruim da quarentena, que vai ser ampliado por a gente ter entrado na quarentena lá atrás antes da hora”. 

O infectologista afirma não acreditar que a flexibilização ocorrida em junho impactou no aumento de casos. “Já estava na curva de crescimento, ia acontecer de qualquer maneira”, opinou. O médico aponta o aumento de casos diários como uma preocupação, e torce para que o fechamento do comércio auxilie no desafogo na cidade. 

“Me parece que Americana está chegando em um teto de casos diários e colocando um estresse (sobrecarga) importante na rede pública e privada. Esperamos que isso depois de duas ou três semanas se alivie, para que a gente volte pra fase laranja e depois volte lentamente para uma vida mais próxima do normal”, comentou.  

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