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Mortes aumentam 72,5% na região

Comparação é entre as duas últimas semanas de 2020 e as duas primeiras deste ano nos cinco municípios
by Pedro Heiderich

As mortes por coronavírus nas duas primeiras semanas do ano aumentaram 72,5% na região, em relação às duas últimas semanas de 2020. A quantidade de casos também aumentou.

Os óbitos preocupam mais. O pior caso é o de Nova Odessa, onde as mortes quadruplicaram. Em Hortolândia e Sumaré, triplicaram. Americana teve cinco mortes a mais e Santa Bárbara quase dobrou.

Em toda a região, nas duas últimas semanas de 2020, foram 2.855 casos, uma média de 204 por dia, e 51 mortes. Já nas duas primeiras semanas de 2021, foram 2.957 casos, média de 211 por dia. No período, foram 88 óbitos registrados.

Hortolândia terminou 2020 com 379 casos nos último 14 dias e cinco óbitos. Neste ano, começou com 751 casos nas duas primeiras semanas e 15 óbitos. Ou seja, os casos praticamente dobraram e os óbitos triplicaram.

Nova Odessa teve 289 casos nas duas últimas semanas do ano passado, com duas mortes. Nas duas primeiras semanas deste ano, foram 351 casos e quatro vezes mais mortes, oito.

Americana e Santa Bárbara viram os casos diminuírem. Os óbitos aumentaram de forma mais discreta. Em Americana, foram 1.111 casos nas duas últimas semanas e 17 óbitos. Nas duas primeiras semanas foram 664 casos e 22 óbitos.

Em Santa Bárbara foram 717 casos e 16 óbitos no final de dezembro. Nas duas primeiras semanas destemês, 550 casos e 29 óbitos.

Sumaré teve 459 casos e cinco mortes no final do ano. Nos primeiros 14 dias de 2021, 651 casos e 14 óbitos, praticamente triplicando o número de vítimas fatais.

O médico epidemiologista da Faculdade São Leopoldo Mandic, de Campinas, André Ribas, afirma que há um agravamento da situação epidemiológica na região, no estado e no país.

“As taxas de transmissão aumentaram de forma branda e grave, já chegamos a um nível maior do que em maio, quando teve o maior aumento de casos da pandemia”.

E deve piorar, diz ele. “A tendência é que nas próximas semanas atinja o pico mais alto do que em julho, quando teve a grande alta da pandemia”. O médico destaca que as ações da vacinação vão começar a aparecer em abril, maio.

“É muito importante o reforço nas ações de controle nestes meses. De rastreamento e isolamento, de pacientes e contatados. Para tentar segurar a situação e não agravar ainda mais, como em Manaus”, afirma.

Internações em alta

Continuam em alta os registros de novos casos e de mortes causadas pelo coronavírus na RMC (Região Metropolitana de Campinas), no DRS (Departamento Regional de Saúde) e na própria Campinas, maior cidade da região.

A constatação é do Observatório PUC-Campinas, que divulgou nota técnica segunda-feira (18), de números referente à semana entre os dias 10 e 16.

Mesmo com aumento de oferta de leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva), as internações se mantiveram em níveis preocupantes, aponta o estudo.

A média de ocupação em Campinas na semana foi de 82%. No fim da semana passada, a prefeitura de Campinas expandiu o número de leitos disponíveis no município através da contratação de leitos intensivos de hospitais privados. Ainda assim a taxa de ocupação geral desses leitos no município permaneceu acima de 80% na sexta (15), última data com divulgação dos dados.

Até sábado (16), foram 127,8 mil casos e 3,4 mil óbitos na RMC – letalidade de 2,66%. Paulínia, Indaiatuba e Jundiaí são os municípios com maior incidência, todos com mais de 4.800 casos por 100 mil habitantes.

Em relação aos demais municípios paulistas, 13 dos 42 municípios do DRS-Campinas e 11 dos 20 da RMC estão entre os 25% de maior incidência – corte em 3.798 casos por 100 mil habitantes.

Santa Bárbara e Campinas continuam com maior índice de mortes do DRS, com 131 e 135 mortes por 100 mil habitantes, respectivamente. O índice aumentou. Na semana passada, Santa Bárbara tinha índice de 125 mortes por 100 mil habitantes e Campinas, 128.

Economicamente, o início da vacinação também não trará efeitos a curto prazo. “Seguimos afirmando que, sem medidas de proteção da renda e do emprego e diante do cenário econômico e social atual, os efeitos da pandemia podem ser devastadores para economia brasileira, e consequentemente para economia regional no primeiro trimestre”, avalia o economista Paulo Ricardo Oliveira, coordenador dos estudos.

HM tem novo dia de enfermaria lotada

A ala de enfermaria para coronavírus do Hospital Municipal Dr. Waldemar Tebaldi, em Americana completou ontem quatro dias seguidos com lotação máxima dos 18 leitos disponíveis. A prefeitura acompanha a situação e diz que se necessário fará ampliação de leitos.

A taxa geral de ocupação é de 46% de leitos com respiradores (de 56 no total, 26 estão ocupados) e de 46% de leitos sem respiradores (de 71 no total, 33 estão ocupados). A taxa de leitos com respiradores no HM é de 41% (de 17 no total, sete estão ocupados).

Americana teve mais dois óbitos, ocorridos nos dias 12 e 14 de janeiro, no HM. Primeiro faleceu uma mulher de 83 anos, do Jardim São Sebastião. Depois, um homem de 61 anos, do Jardim Progresso. Ambos tinham comorbidades. Americana tem 9.868 casos, com 242 óbitos.

Hortolândia teve 58 casos e duas mortes, chegando a 7.108 infectados, com 197 óbitos. As vítimas são dois homens de 64 e 71 anos, com comorbidades. Nova Odessa teve 19 casos e foi a 2.145, com 69 mortes.

Santa Bárbara teve 29 casos e uma morte, de um homem de 85 anos, da região do São Fernando, que faleceu quarta-feira (20). Santa Bárbara tem 9.233 casos, com 256 óbitos.

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