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Mulher é presa por mentir sobre coronavírus

Ela disse que estava com os sintomas após ter voltado da China para furar a fila de atendimento em uma UPA
by Folhapress

Uma mulher foi presa em flagrante em Copacabana, no Rio de Janeiro, após dizer que havia voltado recentemente da China e que teria todos os sintomas do novo coronavírus – responsável pela epidemia que já matou mais de 700 pessoas. 

De acordo com a Polícia Civil do Rio de Janeiro, a mulher esperava por atendimento em uma UPA (Unidade de Pronto Atendimento) quando procurou funcionários do local e disse que havia voltado há poucos dias de Hong Kong, onde teria trabalhado como babá.  

“A paciente foi de rapidamente isolada e submetida a uma série de exames e questionamentos, tendo insistido durante horas em uma narrativa fantasiosa sobre sua viagem como babá de uma família àquela localidade”, diz nota da Polícia Civil.  

As autoridades sanitárias foram informadas do caso e acionaram o Ministério da Saúde para possível caso de infecção.  

Familiares da mulher foram acionados e alegaram que ela jamais havia viajado para fora do país e sequer tinha passaporte. As informações foram confirmadas pelo Departamento de Polícia Federal.  

Ao ser questionada pelos policiais, a mulher admitiu ter mentido para furar a fila de atendimento da unidade de saúde.  

Ela responderá por crime de falsidade ideológica e pela contravenção de provocar alarme anunciando desastre ou perigo inexistente, praticando ato capaz de produzir pânico ou tumulto. O caso foi registrado na 12ª DP de Copacabana. 

Até o momento, não há casos de infecção pelo novo coronavírus no Brasil. A maior parte dos casos investigados já foi descartada pelo Ministério da Saúde. 

PESQUISADORES CONTESTAM TESE 

Pesquisadores questionaram na sexta-feira a tese de que o pangolim, um mamífero comercializado ilegalmente em grandes quantidades na China, seria o hospedeiro intermediário do coronavírus entre morcegos e seres humanos.  

A hipótese foi divulgada no mesmo dia pela Universidade de Agronomia do Sul da China, que disse em seu site que “a descoberta será de grande impacto para a prevenção e par o controle da origem (do novo vírus)”.  

A agência de notícias Xinhua afirmou que a sequência genética do coronavírus isolada em pangolins no estudo era 99% idêntica às encontradas em pessoas infectadas. Por isso, foi feita a afirmação de que o animal, único mamífero com escamas, seria “o mais provável hospedeiro intermediário”.  

Apesar da proibição, o pangolim é o animal mais traficado na Ásia. Sua carne é considerada uma iguaria, e as escamas são utilizadas para fins medicinais.  

Mas Dirk Pfeiffer, professor de medicina veterinária na Universidade da Cidade de Hong Kong, e James Wood, chefe do departamento de medicina veterinária da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, disseram que a evidência do estudo está longe de ser robusta.  

“Os indícios para o potencial envolvimento do pangolim na epidemia não foram divulgados além de um comunicado à imprensa da universidade. Isso não é evidência científica”, afirmou Wood.  

“A mera detecção de RNA viral com uma similaridade de 99% não é suficiente. Os resultados não poderiam ser oriundos de um ambiente altamente contaminado?”, completou. 

AVIÕES DA FAB DEIXAM ESTRANGEIROS EM VARSÓVIA  

As aeronaves brasileiras que estão voltando de Wuhan, epicentro do coronavírus na China, fizeram breve parada em Varsóvia ontem para deixar alguns estrangeiros que pegaram carona com os aviões enviados para buscar 34 brasileiros.  

Na escala, quatro poloneses e um chinês desembarcaram. Antes de chegar a Anápolis, no Estado de Goiás, as aeronaves brasileiras ainda farão escalas em Las Palmas (Espanha) e Fortaleza.  

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DESEMBARQUE | Quatro poloneses e um chinês foram deixados em Varsóvia

Ao chegar em Anápolis, os brasileiros serão enviados para o Hotel de Trânsito de Aeronáutica, onde ficarão em quarentena por 18 dias. Somando tripulantes e equipe médica, o número total pode subir para 58 pessoas no hotel. A inclusão na quarentena dependerá do grau de contato com o grupo na viagem.  

A previsão é que as duas aeronaves que trazem os repatriados cheguem a Anápolis às 3h de domingo (9). Ao chegar, todos devem passar por nova avaliação médica e ter amostras respiratórias coletadas para exames capazes de verificar se houve infecção pelo vírus, ainda que sem sintomas.  

O modelo de cada quarto do hotel varia conforme o número de ocupantes. Há, no entanto, itens comuns a todos eles. Além da cama, cada quarto tem um guarda-roupa, TV, ar-condicionado e uma pequena mesa redonda de vidro com uma cesta de frutas e doces.  

Também há um pequeno gaveteiro com caixas de máscaras e luvas. Na parede ao lado da porta, há um suporte de álcool em gel. O banheiro foi equipado com itens como xampu, sabonete e lâmina de barbear.  

Para famílias com crianças pequenas, foi colocado um berço com o nome da criança, em cores azul e rosa. Outros têm uma segunda cama ou poltrona para leitura.  

Representantes de Bolívia, Costa Rica, Argentina, Colômbia, Panamá e Cabo Verde solicitaram ajuda ao governo brasileiro para tirar seus cidadãos de Wuhan, mas tiveram seus pedidos negados.  

A negativa desagradou ao menos dois países vizinhos. Um diplomata argentino relatou que a preferência por embarcar apenas cidadãos da Polônia foi vista como uma amostra da orientação ideológica do governo.  

Os governos de direita e centro-direita de Polônia, Hungria, Estados Unidos e Brasil fazem parte da recém-lançada Aliança pela Liberdade Religiosa.  

Os países se alinham em posicionamentos pró-cristãos em foros multilaterais, condenando o direito ao aborto e o que chamam de “ideologia de gênero”. 

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