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Nº de passageiros cai pela metade

Redução de 54,5% de usuários do sistema de transporte municipal em Americana é reflexo direto da pandemia
by Leon Botão
A média de passageiros no transporte público de Americana caiu pela metade em 2020 – ano que foi marcado pela pandemia do novo coronavírus, com reflexos profundos para a economia – em comparação ao ano anterior. Conforme dados da Utransv (Unidade de Transportes e Sistemas Viários), a média em 2019 era de 754 mil passageiros por mês, e caiu para 343 mil no ano passado (redução de 54,5%). Na comparação com a média de passageiros de anos anteriores, até 2013, a diferença é semelhante.
A cidade está em vias de concretizar a nova concessão do transporte com a Sancetur, única a participar da licitação e atual operadora do serviço na cidade, que já teve a documentação aprovada e está habilitada, faltando apenas a abertura da proposta comercial com o valor da tarifa a ser adotada no município a partir de março. O teto é R$ 5,65. Ainda não há data marcada para abertura da proposta.
Fato é que a redução do número de passageiros impacta diretamente no faturamento da empresa e, portanto, no equilíbrio financeiro do contrato. Também por isso, a antiga concessionária VCA (Viação Cidade de Americana) entrou na Justiça três vezes para barrar o edital de concessão com a alegação de que os cálculos presentes no documento não levam em consideração os impactos da pandemia.
A última tentativa foi às vésperas da licitação, mas o pedido de suspensão foi negado pelo juiz Marcos Cosme Porto, que escreveu que, “embora sejam indiscutíveis os efeitos nocivos causados pela pandemia na economia mundial, não demonstra a autora que houve redução drástica do número de passageiros no transporte na cidade, de modo a acarretar a insustentabilidade da rede de transporte urbano, especificamente para a cidade de Americana”.
O edital de concessão prevê contrato de 15 anos e impõe uma série de exigências para o primeiro ano, a chamada primeira fase. Entre elas estão: internet wi-fi nos coletivos, frota de 65 ônibus, sendo 24% de veículos zero-quilômetro, integração de 60 minutos, criação e instalação de dez pontos de venda de passagens no cartão, reconhecimento facial dos passageiros para evitar fraudes, entre outras melhorias.
QUEDA
Conforme levantamento do TODODIA, os números de 2020 revelam queda severa no número de passageiros por conta da pandemia. Em janeiro e fevereiro do ano passado, antes da pandemia, o número de passageiros foi semelhante aos dos primeiros meses do ano anterior. A partir de março, começa a redução.
Já em abril, o número de passageiros chega a seu menor nível: 147 mil, enquanto em abril de 2019, ano que serviu de base para os cálculos presentes no edital, foram registrados 799 mil passageiros. Em agosto do ano passado, inclusive, a própria Sancetur chegou a se queixar ao Ministério Público sobre a falta de aporte financeiro da prefeitura para equilibrar o contrato.
Os números ficam abaixo dos 300 mil passageiros até setembro. Nos três últimos meses do ano, que também costumam ser os de maior movimento no comércio, a média de passageiros ficou na casa dos 324 mil. Em 2019, a média mensal do último trimestre foi de 749 mil.

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