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Omar anuncia edital para ETE Carioba e projeto piloto

Reforma e ampliação da estação estão no centro de um problema que envolve prefeitura e empresas
by Leon Botão

O prefeito Omar Najar (MDB) anunciou ontem, ao lado do superintendente do DAE (Departamento de Água e Esgoto) de Americana, que o edital para contratação de empresa para reforma da ETE (Estação de Tratamento de Esgoto) Carioba será publicado hoje, e que a unidade receberá até o final do mês um projeto piloto com tecnologia alemã que poderá, se eficiente, ser implantado na ETE no ano que vem para elevar sua eficiência.

A reforma e ampliação da ETE Carioba – que trata efluentes doméstico e também industriais – tem sido cobrada pelo Ministério Público desde 2012, e também na Justiça por um grupo de empresários do ramo têxtil, que dependem da eficiência da unidade para suas atividades.

De acordo com o anúncio feito hoje, até dezembro, será definida e contratada empresa para realização da reforma da unidade. A previsão, segundo informou o DAE ao MP, é de investimento de R$ 13 milhões e conclusão do trabalho até setembro, elevando a eficiência da unidade dos 45% até a casa dos 60 a 70%. O exigido é 85%.

Até anteontem, de acordo com o MP, o DAE só conseguiria tal grau de eficiência em três anos, com investimento anual de cerca de R$ 20 milhões. Ontem, porém, um novo projeto foi apresentado, e pode diminuir o valor a ser investido e acelerar a chegada até a meta.

De acordo com o superintendente do DAE, Carlos Zappia, a autarquia irá apostar em uma tecnologia alemã desenvolvida por uma empresa de Curitiba, que iniciará os testes na cidade de forma gratuita até o fim do mês. Segundo Zappia, por receber esgoto doméstico e industrial, a ETE Carioba é peculiar e despertou o interesse da empresa em realizar tais testes.

De acordo com Zappia, a tecnologia usada na ETE atualmente é a mesma de quando foi construída, na década de 70. Entretanto, houve um subdimensionamento do número de filtros em sua construção, e por isso ela não atinge a eficiência exigida.

O projeto piloto será desenvolvido com uma tecnologia moderna, chamada de lodos ativados, conceito já utilizado nas ETEs Balsa e Praia Azul, mas com técnicas diversas. “O lodo ativado é um processo onde, por meio da ausência e presença de oxigênio, estimula-se bactérias que vão consumir a matéria orgânica para sobreviver e aí é feito um processo de controle”, explicou Zappia.

Por se tratar de mistura de esgoto doméstico e industrial, ainda não é possível afirmar qual é a eficiência desse tratamento. “Só vamos saber com implantação do projeto piloto, que reproduz as condições em uma escala menor. Esse teste vai determinar a eficiência, os tamanhos dos módulos para atingir o que está previsto”, disse o diretor.

A empresa não irá cobrar pelo período de testes, segundo Zappia. O DAE terá custos pequenos apenas com o bombeamento e preparação da estrutura. “O piloto vai operar o tempo suficiente para fazer os ajustes, de 1 a 3 meses”, adiantou Zappia.

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