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Outro patamar

Sedãs compactos crescem para assumir faixa abaixo dos R$ 100 mil que era dos médios
by Folhapress

Outrora carros dos sonhos, antes da onda de SUVs tomar conta do mercado, os sedãs médios cresceram e ficaram sofisticados demais para o bolso dos brasileiros. Tirando o Toyota Corolla, que ainda vende bem, concorrentes como Nissan Sentra e Chevrolet Cruze são coadjuvantes nas lojas.

Mas quem gosta deste tipo de carro não ficou desguarnecido. Os antigos compactos cresceram, ganharam equipamentos e hoje disputam no segmento na faixa entre R$ 70 mil e R$ 80 mil, caso dos Nissan Versa e Chevrolet Onix Plus.

A reportagem escolheu as versões mais baratas com câmbio automático, que é a transmissão mais desejada por esses consumidores.

O Versa Sense, que custa R$ 80.390, é equipado com motor 1.6 de 114 cv de potência acompanhado de um câmbio CVT, sem trocas de marcha.

O primeiro contato é feito com uma chave presencial, que abre as portas com o toque de um botão na maçaneta. A partida do motor também é através de uma tecla no painel.

Não há tela multimídia (a versão da foto é a Exclusive, mais cara) e nem painel digital, mas o acabamento é bom. O motor é suave e silencioso, como o rodar, que não inspira esportividade.

A suspensão é confortável, ideal para o propósito de ser um veículo familiar.

O porta-malas de 482 litros agrada, assim como o fato dele ter seis airbags e controles de estabilidade de fábrica.

O Onix mais barato, o LT 1.0 Turbo custa bem menos. Sai por R$ 68.390 e também já vem com os seis airbags e controles de segurança. Não tem a chave presencial, mas a multimídia com tela de 8″ é de série.

O motor turbinado tem 116 cv, potência nominalmente um pouco superior, mas a diferença ao volante é notável.

O Chevrolet acelera mais rápido e tem respostas mais imediatas às investidas no acelerador. O sedã tem vocações mais esportivas e pode acabar ficando cansativo ele querendo acelerar toda hora no trânsito urbano. Na estrada essa característica é mais bem-vinda.

O porta-malas do Chevrolet é pouca coisa menor, com 469 litros, mas é suficiente para uma viagem em família. Uma coisa que incomoda é que a tampa não possui abertura externa. Na versão testada, Premier, que possui chave presencial, é preciso tirá-la do bolso para abrir por ela ou entrar no carro para acionar a tecla no painel.

Outro ponto fraco é o próprio acabamento. O painel tem uma faixa marrom claro que deve dividir opiniões tanto pela cor quanto pela qualidade do material plástico.

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