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Pandemia: Região teme voltar à fase vermelha

Com aumento no número de casos, região de Campinas corre risco de voltar a ter de fechar comércio não essencial
by Pedro Heiderich

No dia em que o governo do Estado de São Paulo anunciou a opção para que os comércios de cidades na fase laranja (fase 2) do Plano São Paulo funcionem quatro dias úteis, por seis horas contínuas, a região teme voltar hoje à fase vermelha diante do aumento no número de casos de Covid-19. 

Em uma semana, desde o último anúncio do governo do Estado da manutenção da região de Campinas na fase laranja, os casos dispararam nas cinco cidades da região (Americana, Santa Bárbara d’Oeste, Nova Odessa, Sumaré e Hortolândia). 

Após três meses de pandemia, eram 1.939 casos de Covid-19 nestas cinco cidades na sexta-feira passada (26), com 115 mortes. Em apenas sete dias, estes números subiram para 2.550 e 146 mortes, aumentos de 31,5% e 27%, respectivamente. 

Foram 87 novos casos e quatro mortes em média por dia. “Subiu como um foguete”, afirmou ontem o médico infectologista e secretário adjunto de Saúde de Hortolândia, Rodrigo Freire, sobre os registros na cidade. 

Na fase vermelha, a 1, só é permitido o funcionamento do comércio considerado essencial. A região está na fase laranja desde o primeiro anúncio do Plano São Paulo, com alguns comércios não essenciais autorizados a funcionar, com restrições, desde 1º de junho. 

O governo do Estado não informou ontem se a região de Campinas seguirá ou não na fase laranja. A assessoria de imprensa do governo disse que qualquer decisão só será tomada após a tabulação dos dados e reuniões com autoridades e médicos. A reportagem do TodoDia apurou que existe a possibilidade de regressão nesta sexta (3). 

Na quarta-feira (1°), o secretário estadual de Desenvolvimento Regional, Marco Vinholi, disse que o aumento de casos e da taxa de ocupação de leitos na região “exige cada vez mais cautela e a região está em estado de alerta por causa da necessidade de leitos”. 

Embora dentro da área laranja, Campinas funciona como se estivesse na fase vermelha, após recomendação do Estado, que já vinha alertando que a região também precisava tomar cuidados se não quisesse voltar à fase vermelha. 

“De fato existe este comentário. Não sabemos se vai ser assim. A posição da Acia é respeitar as decisões do governo e nos adequarmos no que for possível para ajudar na solução da pandemia no menor tempo possível”, declarou Wagner Armbruster, presidente da Acia (Associação Comercial e Industrial de Americana). Ele disse temer o fechamento do comércio não essencial. 

“Evidentemente, bom seria termos mais flexibilidade. Mas defendemos a vida e o bem-estar da sociedade como um todo. Vamos aguardar, entender e cumprir o que for apontado como melhor a todos”, disse. 

A Acias (Associação Comercial e Industrial de Sumaré) já se prepara para pedir para que Sumaré permaneça com comércios não essenciais abertos. “Pelos dados divulgados pela Prefeitura de Sumaré, a Acias entende que a cidade não precisa migrar para a fase vermelha. A associação pretende pleitear a manutenção na fase laranja”, aponta em nota. 

A Aciah (Associação Comercial e Industrial de Hortolândia) diz não ter recebido informação sobre possível fechamento do comércio. A reportagem não conseguiu contato com as associações comerciais de Nova Odessa e Santa Bárbara. 

As prefeituras de Americana, Sumaré e Hortolândia afirmaram que vão aguardar o anúncio do Estado para se posicionarem. 

Em Santa Bárbara, a administração diz que “não foi informada sobre o assunto” e que a decisão em relação aos horários de funcionamento do comércio permitidos para cada fase fica por conta da Acisb (Associação Comercial e Industrial de Santa Bárbara). 

A Prefeitura de Nova Odessa não respondeu ao questionamento. 

Se a região voltar para a fase vermelha, volta o veto para o funcionamento de shoppings, comércios de rua, imobiliárias, concessionárias e escritórios, que voltam a ter autorização para funcionar apenas com serviços de entrega e drive thru. 

FASE LARANJA TEM NOVA POSSIBILIDADE DE HORÁRIO 

O governo de São Paulo vai dar opção para que os estabelecimentos comerciais previstos a reabrir na fase 2ª Plano São Paulo possam funcionar por quatro dias úteis, por seis horas contínuas. 

A opção que foi enviada como sugestão de prefeitos paulistas, foi aceita pelo Centro de Contingência do Coronavírus em São Paulo e será agora publicada em Diário Oficial. 

Com isso, a partir da semana que vem, os estabelecimentos comerciais de municípios que estiveram na fase laranja do Plano São Paulo terão a opção de abrir todos os dias da semana, por quatro horas diárias; ou então, por quatro dias úteis, mas por seis horas diárias. A capacidade segue limitada a 20%. 

Segundo a secretária de Desenvolvimento Econômico de São Paulo, Patricia Ellen, essa nova opção irá viabilizar “um melhor planejamento do comércio e também garantir a segurança pelo aspecto de saúde”. 

“Esse foi o ponto aprovado e autorizado, que será incluído e será objeto do decreto que será publicado nos próximos dias para funcionamento, a partir da semana que vem, na fase laranja”, disse ela. 

O Plano São Paulo é dividido em cinco fases que vão do nível máximo de restrição de atividades não essenciais (vermelho) a etapas identificadas como controle (laranja), flexibilização (amarelo), abertura parcial (verde) e normal controlado (azul). O Plano São Paulo divide o Estado em 17 regiões. 

SALÕES 

O governador de São Paulo, João Doria, vai anunciar nesta sexta (3) os protocolos exigidos para a reabertura de salões de beleza, academias, teatros, cinemas e salas de espetáculos. 

A informação foi dada hoje pelo secretário de Desenvolvimento Regional do Estado, Marco Vinholi. 

Na próxima terça-feira (7), segundo o secretário, o governador deve anunciar os protocolos no Estado para reabertura de parques e eventos. 

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