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Polícia decreta a prisão de acusado do sequestro de Emily

Paulo César da Silva Santos, que era procurado desde a última sexta, se entregou nesta segunda e nega o crime
by Claudete Campos

A Justiça decretou a prisão temporária por 30 dias do desempregado Paulo César da Silva Santos, 27, acusado de ter sequestrado, abusado e mantido a menina Emily Bello Soares da Silva, 11, em cárcere privado por quatro dias. Ele se apresentou com três advogados e alegou em sua defesa que não sabia que Emily ainda era uma criança. 

A decisão da juíza da 1ª Vara Criminal de Santa Bárbara d’Oeste Camila Mariela Ferrari Arcaro saiu na noite desta segunda, depois de novo depoimento da vítima e do acusado na sede da DIG (Delegacia de Investigações Gerais), em Americana. 

O Ministério Público também se pronunciou pela prisão. Foi registrado o boletim de ocorrência de captura de procurado por sequestro, cárcere privado e estupro de vulnerável. 

Este foi o desfecho do caso. Em nota, a DIG informou que o acusado foi identificado após atuação das equipes de investigação da delegacia especializada e da DDM (Delegacia de Defesa da Mulher) de Sumaré. 

Na última sexta-feira, Emily ajudou na localização do apartamento que foi mantido como cativeiro, no Jardim Santa Maria, em Nova Veneza, em Sumaré. 

O acusado foi submetido a exame cautelar e posteriormente foi transferido para a Cadeia Pública de Monte Mor, onde ficará à disposição da Justiça. 

O acusado deixou a sede da DIG por volta de 20h45 desta segunda-feira (13) direto para a cadeia. O caso segue em segredo de Justiça, por envolver criança. 

Nem o delegado titular da DIG nem a delegada de Defesa da Mulher, Jacira Mendonça de Oliveira, quiseram se manifestar. 

O CASO 

O caso começou no dia 5 de julho, quando Emily deixou sua residência na garupa da moto do acusado. Eles seguiram até o apartamento da irmã do acusado, em Sumaré, onde ocorreu o abuso sexual. 

Ela foi solta pelo acusado na quinta-feira (9), depois de quatro dias em que ela ficou em cativeiro. Emily caminhou pela Rodovia Anhanguera (SP-330) e parou para pedir ajuda em um posto de combustível. Os frentistas a reconheceram, lhe deram alimento e acionaram a polícia. 

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MENINA | Emily, quando apareceu em um posto de combustíveis em Americana (Foto: Gustavo Soares | Divulgação)

A menina foi submetida a exames e atendimento médico no Hospital São Lucas, na Avenida Brasil, em Americana, fez exame de corpo delito e prestou depoimentos na DDM de Santa Bárbara. 

Na sexta-feira (10), familiares da menina acionaram a Polícia Militar porque sua memória estava voltando e se recordava do local do cativeiro, descoberto no final da tarde de sexta-feira. 

RECONHECIMENTO 

Ainda na sexta-feira, o delegado da DIG, José Donizeti de Melo, confirmou que Emily havia reconhecido o acusado por meio de fotos e levou os investigadores até o cativeiro. 

Emily esteve na DIG ontem, mas saiu sem falar com a imprensa por volta de 17h30. 

ACUSADO ALEGA QUE VÍTIMA CRIOU PERFIL FAKE EM SITE DE RELACIONAMENTO  

Antes da decretação da prisão, um dos advogados do acusado, Marcelo Rosa Marques, informou à imprensa que o acusado conheceu a vítima através de um perfil falso de relacionamento criado pela criança. 

Segundo o advogado, o acusado teria feito contato com a menina na sexta-feira anterior ao sumiço, no dia 3 de julho. 

A alegação é que a menina teria mencionado que tinha problemas familiares e ele teria combinado de levá-la de casa. 

O advogado argumentou que o acusado não sabia que ela tinha 11 anos e que teria ficado assustado com a proporção do caso no noticiário. Ele informou que o apartamento em que a menina ficou por quatro dias era da irmã do acusado. 

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DEFESA | O advogado Marcelo Rosa Marques na DIG (Foto: Ernesto Rodrigues | TodoDia Imagem)

Marques disse que o apartamento estava fechado e ficou sob os cuidados do irmão para fazer a limpeza. Ressaltou que nenhum integrante da família dele sabia do que havia acontecido. 

“São pessoas extremamente idôneas. Estão preocupadíssimos. A família nunca havia passado por uma situação dessa”, disse Marques. 

A menina ficou quatro dias no apartamento. Segundo o advogado de defesa, o acusado deixou a menina de moto próximo da Praia Azul, em Americana, local onde teria parentes. Ainda teria deixado dinheiro com ela, caso precisasse pegar algum transporte para voltar para casa, no Jardim Europa, em Santa Bárbara d’Oeste. 

A alegação da defesa é que as mensagens entre os dois ficaram registradas. “A situação é bem complicada. Ele ficou meio desesperado (diante da repercussão nacional do caso)”, admitiu Marques. 

O representante legal do acusado, Marco Antonio dos Santos, deixou a sede da DIG sem falar com a imprensa. A família de Emily não se pronunciou sobre o caso.  

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