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TODODIA 13 de outubro de 2026
Polícia
TRISTEZA

Criança de dois anos morre após ser atacada por pitbull em Hortolândia

Criança foi atacada dentro da própria casa pelo animal que estava com a família há cerca de dois meses

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De acordo com a PM, ao chegarem ao local, os policiais encontraram o animal ainda atacando a vítima. Foto: Arquivo

Uma tragédia chocou moradores do Jardim Amanda, em Hortolândia, na manhã desta segunda-feira (21). Uma menina de dois anos morreu após ser atacada por um cão da raça pitbull dentro da própria residência. A criança chegou a ser socorrida em estado grave à UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do município por uma equipe da Polícia Militar, mas não resistiu aos ferimentos.

PM teve de intervir

Segundo a PM, ao chegarem ao local, os policiais encontraram o animal ainda atacando a vítima. Um dos agentes efetuou dois disparos com pistola calibre .40 para conter o cão e permitir o socorro imediato. O portão da casa precisou ser arrombado para que os militares tivessem acesso à criança.

Ainda segundo o boletim de ocorrência, após o ataque, o pit bull permaneceu agressivo, subiu uma escada e passou a ameaçar vizinhos pelo telhado da casa. Diante do risco, foi abatido com um tiro de fuzil calibre 5.56.

O capitão Boshi, da Polícia Militar, afirmou que o cachorro havia sido adquirido pela família há cerca de dois meses. “O pai da menina estava no trabalho, mas havia outros adultos na residência. A menina foi levada por nós à UPA, mas infelizmente não resistiu”, declarou.

Ele destacou que as circunstâncias do ataque ainda serão investigadas. “É uma situação inesperada, mas que infelizmente ainda ocorre. Sabemos que o problema não está na raça, mas na forma como o animal é criado. A família precisa avaliar se o momento e o ambiente são apropriados para ter esse tipo de cão em casa”, completou o oficial.

Desespero

Testemunha do ataque, a vizinha Poliana Eduarda relatou o momento de desespero. “Estava chegando em casa quando ouvi os gritos da mãe. Vi o cão balançando a menina pela cabeça. Foi um choque. Liguei para a PM, mas ele não largava de jeito nenhum”, contou, emocionada.

Ela disse ainda que não conhecia o animal. “Foi tudo muito rápido. O cachorro estava muito agressivo. Como mãe, ver isso foi desesperador. A dor é imensa, a gente sofre junto”, lamentou.

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VC
Vladimir Catarino TODODIA — jornalismo das regiões de Campinas e Piracicaba

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