Homem é suspeito de agredir e ameaçar ex-companheira em Sumaré; Polícia também apura se ele matou o cachorro dela
Vítima registrou boletim de ocorrência na DDM e pediu medida protetiva; homem é investigado também por maus-tratos a animal com resultado morte após denúncia na Represa do Marcelo
A Polícia Civil de Sumaré investiga acusações de violência doméstica, injúria e maus-tratos a animal contra um homem de 33 anos, suspeito de agredir e ameaçar de morte a ex-companheira, de 28. A apuração também inclui a suspeita de que, após a separação, ele teria matado o cão de estimação da vítima e descartado o corpo na área da Represa do Marcelo, na região central. O caso foi divulgado e passou a ser acompanhado pelo vereador Alan Leal (PRD), ligado ao Projeto Cadeia Para Maus-Tratos.
Primeiro BO e pedido de medida protetiva
O primeiro BO (Boletim de Ocorrência) foi registrado no início da tarde de quinta-feira (26) na DDM (Delegacia de Defesa da Mulher) de Sumaré, relacionado a agressões e ameaças. Segundo o relato da vítima, ela manteve relacionamento por cerca de 10 anos com o suspeito e teria convivido com comportamento agressivo, sem ter encerrado antes por medo.
Ainda conforme o BO, na noite de quarta-feira (25), no Jardim Consteca, o homem teria ido até a casa da vítima e a agredido com chutes durante uma discussão, além de ameaçá-la caso ela fugisse. Depois, segundo a mulher, ele continuou enviando mensagens enquanto ela já estava abrigada na casa de uma amiga. Na DDM, a vítima solicitou medida protetiva de urgência prevista na Lei Maria da Penha e seria encaminhada para exame de corpo de delito no IML (Instituto Médico Legal).
Denúncia de maus-tratos e busca pelo corpo do animal
Na tarde de quinta-feira, o vereador Alan Leal afirmou ter recebido denúncia de que o suspeito teria matado um cão doméstico da raça lulu da Pomerânia e descartado o corpo na Represa do Marcelo. Segundo o texto, ele acionou a Polícia Civil e foi até a casa indicada no Jardim Primavera, acompanhado por investigadores.
No local, o homem confirmou a morte do cão, mas disse que teria sido um “acidente doméstico”. Conforme a versão apresentada por ele, o animal teria mordido sua mão e, ao reagir empurrando o cão, o lulu teria batido a cabeça e desfalecido, sem que ele conseguisse reanimá-lo. O suspeito afirmou ainda que colocou o corpo em um balde e descartou na área verde abaixo da represa, em um córrego.
Investigadores foram até o ponto indicado, mas o corpo não foi localizado. Um trabalhador da represa, porém, teria informado ter visto o corpo do animal no local, e a equipe considerou a possibilidade de o corpo ter sido arrastado pela correnteza por conta do volume de chuvas e do nível elevado da água.
O caso foi apresentado na Delegacia do Município e registrado como crime ambiental, na modalidade maus-tratos a animais com resultado morte. Apesar de não haver prisão em flagrante, o homem deve responder pelo crime na Justiça.

Vereador cita suspeita de vingança
Segundo Alan Leal, o fato de o suspeito ser o mesmo denunciado horas antes por agressões e ameaças à ex-companheira reforça a hipótese de que a morte do animal teria sido motivada por vingança. O vereador também declarou que, para ele, violência contra animal e violência doméstica aparecem com frequência associadas.
As duas situações seguem em investigação pela Polícia Civil de Sumaré, por meio da DDM e da Delegacia do Município.
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