
Um homem investigado por possível ligação com o PCC (Primeiro Comando da Capital) foi preso na manhã desta quinta-feira (1º), em Piracicaba, durante a Operação Terminais. A ação foi deflagrada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) do MP-SP (Ministério Público de São Paulo) e pelo CPI-9 (Comando de Policiamento do Interior).
Conhecido como “Guerreiro”, o suspeito é investigado por suposta participação em uma organização criminosa envolvida com tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. Segundo relatório técnico do Ministério Público, há elementos que podem indicar vínculo dele com o PCC, mas essa ligação ainda é apurada.
A operação foi realizada para cumprir um mandado de prisão e cinco mandados de busca e apreensão.
Investigação aponta atuação no tráfico
De acordo com a investigação do Ministério Público, Guerreiro teria participado da compra e da revenda de entorpecentes, além da movimentação dos valores obtidos com essas atividades.
O relatório aponta que o investigado teria mantido contatos relacionados à cadeia de fornecimento e distribuição de drogas. A apuração também identificou indícios de uso de contas empresariais e de terceiros para movimentar recursos.
Ainda segundo o documento, há indícios de ocultação de patrimônio em nome de terceiros e de uso de documentos falsos em operações bancárias.
Suspeito tentou fugir durante a prisão
A operação começou por volta das 5h45, na Estrada João Berto, no Jardim Estoril, em Piracicaba. Durante o cumprimento da ordem judicial, o investigado teria tentado fugir pelos fundos do imóvel e dispensar um aparelho celular.
Segundo o 10º Baep (Batalhão de Ações Especiais de Polícia), os policiais conseguiram abordá-lo antes que ele deixasse o local. Em seguida, foram realizadas as buscas determinadas pela Justiça.
Celulares e cheques são apreendidos
Durante as diligências, o Gaeco apreendeu três aparelhos celulares, DVR, HD e dez cheques, que totalizavam R$ 174,5 mil. O material foi recolhido para subsidiar a investigação.
Após a prisão, Guerreiro foi encaminhado à UPJ (Unidade de Polícia Judiciária), onde a captura foi formalizada. Ele permaneceu à disposição da Justiça.
Operação mobilizou 32 policiais
Para cumprir as ordens judiciais, o CPI-9 empregou sete equipes do 10º Baep, com um total de 32 policiais militares.
A investigação busca esclarecer a participação do suspeito na organização criminosa, a eventual relação com o PCC e a movimentação dos recursos provenientes das atividades ilícitas. O caso será apurado pela Polícia Civil.





