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Marcola e outros 21 integrantes do PCC são transferidos para presídios federais

Segundo o governador João Doria, a participação do Ministro Sergio Moro e seus assessores e do governo Bolsonaro foi fundamental para o sucesso da ação.

O governo de São Paulo transferiu na manhã desta quarta-feira (13) o chefe máximo do PCC, considerado a maior organização criminosa do país, Marcos Camacho, o Marcola, para um presídio federal. O destino ainda não foi revelado, mas calcula-se que seja Brasília.

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A ação foi planejada pelo governo do Estado de São Paulo e o governo Federal. Segundo o governador João Doria, a participação do Ministro Sergio Moro e seus assessores foi fundamental para o sucesso da ação.

Além de Marcola, foram transferidos em forte esquema de segurança outros 21 membros da facção, parte também integrante da cúpula. O irmão de Marcola também está entre os transferidos. A partir de hoje, os 22 detentos são presidiários federais.

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Em entrevista coletiva há pouco, Doria garantiu que a transferência dos integrantes do PCC, vai garantir a segurança dos paulistas e obediência as leis. “Não seremos mais reféns de criminosos, os criminosos é que serão reféns do governo. É isso que o governo quer e assim será cumprido”, afirmou.

TRANSFERÊNCIA

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Para a transferência de hoje foi montado um forte esquema de segurança. Os presos saíram do solo paulista por volta das 11h30, do aeroporto de Presidente Prudente. Eles chegaram em Brasília, por volta das 14 horas. Os que vão ficar no novíssimo presídio federal, que fica ao lado do Complexo da Papuda, já estão no presídio.

Além do presídio federal de Brasília, alguns dos presos também serão transferidos para unidades federais de Porto Velho (RO) e Mossoró (RN).

O governo federal autorizou a presença das Forças Armadas para fazer a segurança no entorno dos dois presídios.

A Garantia da Lei e da Ordem decretada pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL) nesta quarta permite a proteção nos locais até o dia 27.

Sete desses presos tiveram a transferência definida no ano passado por causa de envolvimento em crimes investigados na operação Echelon, entre eles ordem para ataques a agentes públicos e assassinatos de rivais.

Marcola foi transferido por conta da descoberta em 2018 de um plano de fuga que utilizaria até um exército de mercenários para o resgate dele e de parte da cúpula da facção.

A Justiça de São Paulo ficou ainda mais pressionada a determinar a transferência depois que, no final do ano, duas mulheres foram presas com suposta carta com ordem do chefão do PCC para matar o promotor Lincoln Gakiya, responsável pelo pedido de transferência, e que investiga há anos o crime organizado.

A transferência de Marcola provocou um racha nos meses finais do governo Márcio França (PSB) entre integrantes da cúpula que defendiam a transferência de Marcola e outros que temiam represália por parte dos criminosos se essa transferência fosse concretizada, a exemplo do que ocorreu em maio de 2006, quando forças de segurança foram atacadas em represália à transferência de 765 presos para Presidente Venceslau.

Mais de 300 ataques da facção a prédios públicos na época deixaram 59 agentes de segurança mortos em cinco dias. O saldo de mortes aumentaria nos dez dias que se seguiram, quando grupos de homens encapuzados saíram às ruas para vingar as mortes de policiais. Foram 505 civis mortos.

O principal a defender a permanência de Marcola e outros integrantes do PCC em São Paulo era o então secretário Mágino Alves Barbosa Filho, sob argumento de ter informações seguras de que esses ataques ocorreriam.

Já o então secretário da Administração Penitenciária, Lourival Gomes, e membros do Ministério Público, refutavam a descoberta de planos de ataques por parte dos criminosos e defendiam a transferência imediata.

Ao mesmo tempo em que ocorre a transferência, a Polícia Militar realiza em todo o estado uma operação com 21.934 policiais, com 8.104 viaturas, 13 helicópteros em 3.362 pontos.

Segundo a Secretaria da Segurança de São Paulo, “as equipes estão em locais estratégicos, apontados pelo serviço de inteligência da PM, para sufocar possíveis ações de criminosos”.

Veja os 22 integrantes do PCC transferidos nesta quarta:

– Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola;

– Lourinaldo Gomes Flor, o Lori;

– Pedro Luís da Silva, o Chacal;

– Alessandro Garcia de Jesus Rosa, o Pulft;

– Fernando Gonçalves dos Santos, o Colorido;

– Patric Velinton Salomão, o Forjado;

– Lucival de Jesus Feitosa, o Val do Bristol;

– Cláudio Barbará da Silva, o Barbará;

– Reginaldo do Nascimento, o Jatobá;

– Almir Rodrigues Ferreira, o Nenê de Simone;

– Rogério Araújo Taschini, o Taschini, ou Rogerinho

– Daniel Vinicius Canônico, o Cego;

– Márcio Luciano Neve Soares, o Pezão;

– Alexandre Cardozo da Silva, o Bradok;

– Júlio Cesar Guedes de Moraes, o Julinho Carambola;

– Luís Eduardo Marcondes Machado de Barros, o Du da Bela Vista;

– Célio Marcelo da Silva, o Bin Laden;

– Cristiano Dias Gangi, o Crisão;

– José de Arimatéia Pereira Faria de Carvalho, o Pequeno;

– Alejandro Juvenal Herbas Camacho Júnior, o Marcolinha (irmão de Marcola);

– Reinaldo Teixeira dos Santos, o Funchal;

– Antônio José Muller Júnior, o Granada.

 

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