Heleno Severo Alves, de 84 anos, um dos baleados durante o massacre na Catedral Metropolitana de Campinas, que aconteceu ontem, por volta de 13h20, faleceu há pouco no Hospital Municipal Dr. Mário Gatti, em Campinas, onde passou por cirurgia após ser ferido por dois disparos nas regiões do tórax e abdômen, logo após ser socorrido. Após o procedimento médico, ele ficou internado na UTI em estado gravíssimo, segundo os médicos. Ele não resistiu aos ferimentos.
Além de Heleno, morreram dentro da igreja José Eudes Gonzaga Ferreira, 68, Eupidio Alves Coutinho, 67, Sidnei Vitor Monteiro, 39, e Cristofer Gonçalves dos Santos, 38, vítimas do atirador Euler Fernando Grandolpho, 49, que entrou na igreja, sentou-se entre os fiéis e passou a atirar aleatoriamente ao final da missa. Ele se suicidou no altar da igreja logo após ter levado um tiro da polícia.
Mais quatro pessoas foram feridas, entre elas Jandira Prado Monteiro , mãe de uma das vítimas fatais, Sidnei Vitor Monteiro. Ela precisou operar a mão e a clavícula. Segundo informações ela saiu do hospital para acompanhar o enterro do filho que foi realizado hoje à tarde. Ela ficou muito emocionada e passou mal no velório e teve que ser atendida por uma ambulância do SAMU.
HOMENAGEM
Um dia depois do ataque a tiros, a Catedral Metropolitana reabriu as portas nesta quarta-feira (12) para homenagear as vítimas que foram assassinadas no templo com uma missa em horário simbólico: a do meio-dia que foi a mesma em que Grandolpho atacou os fiéis e, na sequência, se matou.
Cerca de 800 fiéis participaram da celebração, o monsenhor Rafael Capelato fez uma homenagem em memória das vítimas e seus familiares. Muitas pessoas se emocionaram, mesmo sem conhecer nenhuma das vítimas do tiroteio que chocou a cidade de Campinas.
Durante a manhã, antes da Catedral ser reaberta, muitas pessoas deixaram flores e rezaram em frente ao local pelas pessoas mortas ontem, pelo atirador que portava uma pistola 9 mm e mais um revólver calibre 38 – as duas armas estavam com as suas numerações raspadas. A motivação do ataque ainda é desconhecida.
De acordo com o delegado José Henrique Ventura, de Campinas, o atirador não tinha passagens pela polícia. Nos dois únicos boletins de ocorrência registrados com seu nome ele aparece como vítima, um deles por perseguição.
Na casa do atirador, que morava junto com o pai em um condomínio de classe média em Valinhos, a polícia recolheu documentos, computador e um diário, no qual Grandolpho registrava placas de carros e outras informações de pessoas que ela dizia que estavam lhe perseguindo. O atirador já se tratou de depressão e tinha um perfil mais retraído segundo amigos da juventude.
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Com informações da FolhaPress e Agência Brasil.




