Operação prende três por fraudes no portal ‘gov.br’ em Piracicaba
Investigação começou após invasão de conta de um procurador; grupo usava dados para financiar veículos e abrir contas bancárias; ordens de prisão foram expedidas pela Justiça de Mato Grosso
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã de quarta-feira (21), a Operação CyberCombat em Piracicaba. A ação resultou na prisão preventiva de três suspeitos de integrar uma organização criminosa especializada em fraudes eletrônicas, falsidade ideológica e invasão de dispositivos informáticos.
Os mandados foram cumpridos com apoio da Polícia Civil, nos bairros Jardim Alvorada e Nova América.
Investigação começou após invasão de conta gov.br
O inquérito policial, conduzido no Estado de Mato Grosso, teve início após uma vítima ter a conta na plataforma gov.br invadida. Segundo as apurações, os criminosos obtiveram dados pessoais e passaram a utilizá-los de forma indevida para realizar financiamentos de veículos em concessionárias e criar contas bancárias digitais e outros registros sem autorização.
De acordo com informações já apuradas, uma das vítimas seria um procurador de Justiça de Mato Grosso, cujos dados teriam sido utilizados na tentativa de aplicação dos golpes.
Identificação e prisões
Após trabalho de investigação e monitoramento, a Polícia Civil identificou os três suspeitos, todos moradores de Piracicaba. Com base nas provas reunidas, a 2ª Vara Criminal de Lucas do Rio Verde (MT) expediu mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão, além de autorizar a quebra de sigilos telemáticos dos investigados. As medidas tiveram parecer favorável do Ministério Público.
Durante a operação, os três alvos foram presos. Também foram apreendidos celulares, computadores e HDs, que passarão por perícia para apurar a extensão dos crimes e identificar possíveis outras vítimas.
Encaminhamento e crimes apurados
As famílias dos detidos foram notificadas. Os suspeitos passaram por exame de corpo de delito no IML (Instituto Médico Legal) e, posteriormente, foram encaminhados à Cadeia Pública local.
Eles vão responder pelos crimes de fraude eletrônica, invasão de dispositivo informático, falsidade ideológica e associação criminosa.
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