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TODODIA 14 de outubro de 2026
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SEGURANÇA PÚBLICA

Prejuízos milionários: operação contra fraudes empresariais tem alvos em Limeira

Suspeitos criavam empresas falsas e usavam informações cadastrais legítimas para fazer compras de alto valor, segundo a investigação

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Agentes apreenderam cartões, cheques e equipamentos eletrônicos Foto: Reprodução/ Governo de SP

Mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Limeira pela Polícia Civil nesta quarta-feira (9) durante uma operação que investiga um grupo suspeito de aplicar golpes financeiros contra empresas de diferentes setores.

Além de Limeira, a ação também ocorreu em Ribeirão Preto. Ao todo, nove mandados foram cumpridos nas duas cidades. A Justiça determinou o bloqueio de quatro veículos que teriam sido adquiridos com dinheiro obtido nos golpes.

Esquema usava dados de empresas reais
As investigações da 3ª DIG (Delegacia de Investigações Gerais) apontam que o grupo utilizava dados de empresas verdadeiras para enganar fornecedores, principalmente dos setores de agropecuária e de materiais de informática.

Segundo a apuração, os suspeitos criavam empresas falsas e usavam informações cadastrais legítimas para fazer compras de alto valor. O pagamento era combinado por boletos com prazo de 30 a 60 dias.

As mercadorias eram entregues antes da compensação, e o golpe só era descoberto quando os valores não eram pagos.

De acordo com o delegado Fernando David, os criminosos chegavam a usar o nome e até o e-mail de empresas idôneas para realizar pedidos de produtos de alto valor, como equipamentos de ar-condicionado.

Investigação
A investigação começou há cerca de oito meses, depois que uma empresa procurou a polícia ao perceber o uso indevido dos próprios dados.

A partir disso, foi possível identificar como o grupo atuava. Os suspeitos utilizavam e-mails falsos e linhas telefônicas registradas em nome de terceiros. Também adotavam estratégias para dificultar o rastreamento das mercadorias, como entregas em locais abertos e o uso de transportadoras por aplicativo.

Com autorização judicial, houve a quebra de sigilo telemático, o que permitiu identificar os pontos de origem dos acessos utilizados no esquema.

Suspeito não foi localizado
As diligências levaram a endereços ligados ao grupo nas duas cidades. Um dos principais investigados, de 29 anos, foi identificado como responsável pela coordenação do esquema, mas não foi localizado até o momento.

Nos imóveis, foram apreendidos documentos, cheques e equipamentos eletrônicos.

O caso foi registrado na DIG (Delegacia de Investigações Gerais) e segue em investigação para identificar outros envolvidos e possíveis vítimas.

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Nicoly Maia TODODIA — jornalismo das regiões de Campinas e Piracicaba
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