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Preço dos combustíveis não terá intervenção

Os preços devem seguir a paridade internacional, com sonoro não a subsídios e sonoro não a tentativas de monopólio, diz o presidente da Petrobrás
by Folhapress

O novo ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, disse ontem que o governo Jair Bolsonaro (PSL) não tem intenção em intervir em preços dos combustíveis, mesmo em caso de disparada das cotações internacionais do petróleo. Ele defendeu mais investimentos em refinarias para garantir o abastecimento de combustíveis no país.

“Não há qualquer possibilidade de intervenção nos preços dos combustíveis”, afirmou o ministro, em entrevista após a posse do novo presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, na sede da companhia, no Rio. O Brasil acaba de passar por um programa de subvenção ao preço do diesel, que garantiu desconto de até R$ 0,30 por litro.

O ministro afirmou, porém, que o governo trabalhará com a ANP (Agencia Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis) para dar maior transparência aos preços os combustíveis e garantir que o consumidor pague um “preço justo” nas bombas. Ele não quis adiantar, porém, o que considera um preço justo.

Castello Branco disse, em seu discurso, que o governo estuda medidas para atrair investimentos no abastecimento de combustíveis, o que considera ser prioritário para o país. Ele respondeu, porém, que a entrada de novos agentes não deve se dar prioritariamente com a venda de refinarias da Petrobras.

De todo modo, a companhia manterá o plano de venda de ativos de refino, sinalizou Castello Branco, para quem a Petrobras deve manter seu foco na área de exploração e produção de petróleo e gás, segmento em que obtém os melhores resultados financeiros.

O executivo disse que a estatal reavaliará sua presença em segmentos como logística, refino, distribuição e gás natural, definindo ativos para incluir em seu plano de desinvestimentos.

Castello Branco também defendeu preços dos combustíveis alinhados às cotações internacionais e rechaçou a possibilidade de novos subsídios.

“Os preços devem seguir a paridade internacional, com sonoro não a subsídios e sonoro não a tentativas de monopólio”, afirmou, em seu discurso, no qual defendeu o liberalismo econômico proposto pelo governo Jair Bolsonaro e seu ministro da Economia, Paulo Guedes, que estava presente à cerimônia.

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