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Prefeituráveis expõem propostas para desafio da água em Americana

Saiba como cada candidato pretende resolver um dos principais problemas hoje da cidade
by Leon Botão

O futuro do DAE (Departamento de Água e Esgoto) de Americana entrou no centro das discussões das candidaturas a prefeito da cidade nas últimas semanas. Diante disso, o TODODIA questionou os candidatos e candidatas sobre suas intenções e planos para a autarquia.

O levantamento mostrou que apenas um postulante é favorável a uma concessão, enquanto os outros defendem que os investimentos necessários sejam feitos com caixa próprio do DAE ou com verbas federais e estaduais. 

Com tanta coisa sendo falada sobre o assunto, o TODODIA mostra para você hoje o que pensa exatamente cada um sobre o assunto e quais as soluções que eles apresentam. 

Algumas respostas precisaram de edição, sem alterações de sentido de frases, porque ultrapassaram o limite de texto estipulado para cada candidato. 

1) Você é a favor ou contra a concessão do DAE? 2) Qual é sua estimativa de investimento necessário no DAE para resolver os problemas mais graves? Como pretende levantar verbas para isso? 3) Cite medidas emergenciais que adotará em relação ao serviço de água e esgoto na cidade se for eleito (a). 

  • ADRIANO DE OLIVEIRA (PSOL) 

1) O PSOL é contrário à privatização ou a terceirização dos serviços do DAE. Reconhecemos que a gestão das águas é estratégica, portanto, deve ser de responsabilidade do município a condução desta política pública, e que com uma gestão eficiente possa servir aos interesses da população de Americana. 

2) As contas do DAE hoje são uma caixa preta. Investimentos sairão do próprio DAE. Gestão descentralizada e participativa através do Comitê Popular, fim das terceirizações e a valorização dos funcionários são formas de resolver os problemas. O DAE é uma autarquia lucrativa e vai favorecer a população. 

3) Combater o desperdício de água na cidade e implementar gestão descentralizada e participativa através do Comitê Popular. Viabilizar construções de novos sistemas de armazenamentos de água, sobretudo nas regiões periféricas, além de viabilizar um novo sistema de captação de água na cidade. 

  • ALFREDO ONDAS (MDB)

1) Sou contra a privatização do DAE. As cidades próximas que adotaram a privatização viram quase triplicar o valor da conta ao consumidor sem os problemas acabassem. O DAE é viável economicamente. 

2) Americana tem a necessidade de troca de cerca de 400 quilômetros de redes de distribuição de água e considerando o valor das últimas três obras dessas redes seria necessário perto de R$ 120 milhões, diluídos em seis anos. As receitas próprias da autarquia garantem o pagamento. 

3) Início imediato das trocas das redes, priorizando as mais deficitárias. 

  • CHICO SARDELLI (PV)

1) Sou contra, porque em cidades em que houve concessão/privatização, como Sumaré e Limeira, o problema de falta d’água não foi solucionado. Os moradores sofreram com aumento nas tarifas e as torneiras continuam secas. 

2) O DAE tem saúde financeira para fazer investimentos e obter financiamentos a longo prazo e a fundo perdido. Com a experiência de quem é americanense de verdade, é possível buscar recursos estaduais, federais e até em entidades internacionais. 

3) Vamos reformar e modernizar a captação de água existente, construir novos reservatórios para as regiões do São Vito, Jardim Ipiranga, Cidade Jardim, Terramérica, Jardim da Balsa e imediações, reformar e ampliar o reservatório do Santa Catarina e criar um programa contínuo de troca de redes de água. 

  • KIM (Solidariedade)

1) O DAE já se mostrou economicamente viável, pagou a dívida, fez obras importantes e tem caixa para realizar os investimentos necessários. É possível fazer mais sem vender o DAE. A conta de água aumentou muito nas cidades que venderam. Nossa gente e nossas empresas não precisam dessa conta extra. 

2) Estimativas ultrapassam R$ 200 milhões. O DAE precisa de investimentos constantes. Usaremos a receita própria e financiamentos públicos para garantir água na torneira. Parcerias com empresas para cuidar do esgoto e destinar água de reuso nos processos industriais. Com planejamento e tecnologia, vamos fazer a diferença. 

3) Usar ferramentas modernas para localizar e corrigir pontos de estrangulamento que provocam a falta de água constante em algumas regiões. Substituir redes antigas que perdem muita água em vazamentos. Implantar canal aberto de troca de informações com usuários, identificando problemas e adotando soluções. 

  • LURDINHA GINETTI (PT)

1) Sou contrária à privatização, pois elevaria em mais de três vezes a tarifa para cumprir os 400 milhões de investimentos previstos para 20 anos e ainda obter um lucro em torno de 10% e retorno do capital em 20 anos. É possível cumprir o plano através do DAE e com financiamentos federais e estaduais (Fehidro). 

2) Com base no Plano Municipal, as obras emergenciais de substituição de rede, diminuição de perdas, gerenciamento operacional, ampliação da reserva, troca de rede e sub adutoras, elevatórias de água bruta e ampliação das ETAS ficariam cerca de R$ 50 milhões. Vou usar todo o superávit anual do DAE, R$ 20 milhões, e 50% do superávit da prefeitura. 

3) Vou atuar primeiro no caminho crítico de substituição de redes e sub adutoras, no sistema de bombeamento de água bruta e tratada. Reforçar as equipes de manutenção para que os vazamentos sejam concertados dentro do dia e as perdas sejam diminuídas. Construir os reservatórios mais urgentes. Vou fazer uma ampla campanha com a mídia e as escolas de uso racional da água. 

  • MAJOR CRIVELARI (PSL)

1) Contra. Registrei isso em cartório. A autarquia é nosso patrimônio. No meu entender, a quebradeira de hoje só tem um objetivo: sucatear para mostrar que a privatização é a solução. 

2) O DAE tem dinheiro em caixa, mas precisamos fazer um levantamento acurado, ver quanto precisamos e ir buscar junto ao governo federal, pois o estadual abandonou nossa cidade e nossa infraestrutura às traças. Estamos num dos maiores entroncamentos fluviais do Estado, o que falta é competência e administradores técnicos e não políticos, como é hoje. 

3)Expandir poços artesianos na cidade com as minas de abastecimento de água potável. Descentralizar o DAE com outras captações de água que podem servir em caso emergencial aproveitando a Represa do Salto Grande. Aplicar o dinheiro arrecadado no DAE somente no DAE. Colocar linhas expostas e aéreas de condução de água aos extremos da cidade para facilitar os reparos. O sistema romano de condução de água feito há milhares de anos ainda é funcional. 

  • MARIA GIOVANA (PDT)

1) Totalmente contra. O DAE é altamente lucrativo. Resultado do suor e da força de trabalho do povo de Americana, que financia a autarquia com o pagamento da água e esgoto. Defender a privatização do DAE, que teve arrecadação de meio bilhão de reais durante o governo Omar, é assinar um atestado de incompetência. O DAE é forte. Falta gestão competente 

2) Os investimentos serão definidos depois de uma auditoria que iremos fazer é um levantamento profundo do setor. Mas, com certeza teremos investimentos próximos de R$ 100 milhões por ano. Isso para beneficiar a população, não empresas ou grupos políticos. 

3) A adoção de um plano de controle de perdas eficiente para duas décadas e uma nova estação de captação de água na Represa de Salto Grande vai garantir o abastecimento da cidade. Vamos substituir redes antigas de distribuição de água, inaugurar novos reservatórios e investir na eficiência das estações de tratamento de esgoto. 

  • RAFAEL MACRIS (PSDB)

1) Sou a favor da concessão do DAE, sem aumento nenhum na tarifa. Só a iniciativa privada tem recursos suficientes para trocar os 700km de rede velha e acabar com a falta d’água definitivamente em Americana. O atual modelo de gestão não funcionou, e as torneiras secas da população são a prova disso. 

2) São necessários R$ 380 milhões para substituir toda a tubulação antiga, que gera uma perda diária de 20 milhões de litros de água. Após a concessão, a iniciativa privada terá verbas para investir. Reduzindo as perdas, a companhia que assumir garantirá seu lucro sem que a tarifa aumente um centavo. 

3) Vou adotar de imediato as medidas necessárias ao processo de concessão. Também providenciarei uma força-tarefa para controle de perdas e investirei em tecnologia para acompanhar a vazão na rede, de modo que os vazamentos sejam detectados antes que se tornem grandes problemas. 

  • TALITHA DE NADAI (PSD)

1) Sou contra a privatização do DAE. Não dá pra vender um bem tão precioso da cidade como o responsável por cuidar da água. Precisamos enquanto prefeitura assumir as necessidades do DAE. Manutenção constante e a busca por conciliar a melhora da rede com a estrutura de crescimento horizontal e vertical. 

2) É preciso um levantamento minucioso das principais regiões com as redes mais antigas, bairros, ruas que mais sofrem com a falta de água. É preciso estar ainda mais presente nas discussões das agências reguladoras e buscar com projetos melhorar a estrutura do DAE. 

3) Levantamento das principais redes a serem trocadas, trocar as redes apontadas pela pesquisa, planejamento de crescimento da cidade, DAE perto da população com ações de proximidade com o departamento e obras executadas na cidade divulgadas via site. Além do fortalecimento do funcionário com plano de carreira para colaboradores destaques. 

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