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Produto de limpeza necessita de atenção para evitar riscos

Uso de desinfetante, álcool e água sanitária aumentou durante a pandemia do novo coronavírus
by Folhapress

Os produtos de limpeza são os protagonistas dos dias de faxina, principalmente durante a pandemia do novo coronavírus. Para que desinfetante, detergente e água sanitária, por exemplo, sejam eficazes e seguros, é preciso estar atento desde o momento da compra até o descarte da embalagem. Utilizar produtos inadequadamente pode causar problemas de saúde. 

Adriano Lowenstein, consultor técnico da Associação Brasileira do Mercado de Limpeza Profissional (Abralimp), explica que a primeira coisa a ser feita ao comprar um produto de limpeza é ler o rótulo. Nele há informações importantes como o registro do item na Anvisa, o modo de aplicação e dosagem (puro ou diluído) e quais são os cuidados para armazenar corretamente. 

Irene Satiko Kikuchi, professora da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP (Universidade de São Paulo), explica que os produtos devem ser armazenados fora do alcance de crianças e animais domésticos, em local fresco e arejado e sempre na embalagem original. Já a embalagem só pode ser descartada quando o produto acabar e é importante inutilizar o recipiente para que outras pessoas não reutilizem, já que os frascos ainda podem conter resíduos. 

Lowenstein afirma que misturar produtos de limpeza, sem recomendação do fabricante, é um dos motivos para que acidentes domésticos aconteçam. Quando eles são misturados, as combinações podem gerar gases tóxicos e até reações próximas de explosões, o que pode danificar as vias respiratórias e causar queimaduras por exemplo. 

Um levantamento da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) com base nos dados dos CEATox (Centros de Informação e Assistência Toxicológica), mostrou que os casos de exposição tóxica por produtos de limpeza no Brasil aumentaram durante o primeiro quadrimestre do ano. Em comparação ao mesmo período de 2019, o aumento foi de 23,3% entre adultos e 6% entre crianças. Em 2020, o total de intoxicações com adultos foi de 1.540, já entre as crianças, o número salta para 1.940. As crianças foram as mais intoxicadas por álcool em gel. 

A professora Irene Satiko Kikuchi, da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP (Universidade de São Paulo), explica que para um produto ser registrado na Anvisa, é necessário que ele passe por uma série de testes que comprovem a sua eficácia contra alguns microrganismos, como fungos e bactérias. 

Adriano Lowenstein, consultor técnico da Abralimp, afirma que os produtos também são testados em relação à irritabilidade na pele e nos olhos. 

Já os produtos que não têm regulamentação também não têm controle de qualidade na matéria-prima, na produção nem no produto final. Assim, não há o que comprove a sua eficácia e segurança para uso. 

Além disso, quando um fabricante coloca um produto regular no mercado, há um protocolo de ações sobre o que fazer nos casos de intoxicação. Todos os CEATox têm essas informações para orientar a população. Logo, quando o produto é irregular, não há dados precisos sobre o que foi misturado e nem como agir imediatamente. “Não se sabe o tipo de risco à saúde que o produto pode apresentar”, explica Lowenstein. 

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Por Larissa Teixeira 

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