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Rede particular de saúde volta a se aproximar do limite em Americana

Dos 34 leitos de UTI de hospitais particulares, 33 estavam ocupados nesta terça
by Pedro Heiderich

A rede particular de Americana volta a se aproximar do limite da capacidade de leitos de UTI (com respiradores) disponíveis. Depois de no dia 7 de julho ser “salva” com a ampliação de cinco novos leitos (o que evitou de ter apenas um disponível), Americana tinha nesta terça-feira só um leito de UTI livre na rede privada. 

A Secretaria de Saúde de Americana informou às 14h30 que a ocupação de leitos destinados exclusivamente para pacientes suspeitos ou confirmados de Covid-19 é de 88% com respiradores (de 49 no total, 43 estão ocupados) e de 77% sem respiradores (de 56 no total, 43 estão ocupados). Esse percentual leva em consideração todos os leitos do município, tanto do Hospital Municipal Dr. Waldemar Tebaldi, quanto dos particulares. 

A ocupação de leitos apenas no hospital municipal era nesta terça de 67% com respiradores (de 15 no total, dez ocupados) e 80% sem respiradores (de 20 no total, 16 ocupados), apontou a pasta. Na rede particular, esses números eram de 97% com respiradores (de 34 no total, 33 ocupados) e de 75% sem respiradores (de 36 no total, 27 ocupados). 

A prefeitura divulga diariamente no boletim epidemiológico a taxa de ocupação dos leitos exclusivos para coronavírus em toda a cidade, mas não dados separados por hospital. 

No dia 2 deste mês, a Câmara aprovou projeto de lei dos vereadores Juninho Dias (MDB) e Wellington Rezende (Patriota) que obriga a divulgação desses números diariamente por hospital. O projeto segue para sanção do prefeito Omar Najar (MDB). 

No início desta semana circulou pelo WhatsApp um áudio de um médico da Unimed de Americana no qual ele deseja boa semana a todos e faz um alerta para a situação do município. 

“Estamos exatamente no meio do furacão mesmo agora. Os hospitais estão entupidos, as UTIs. De ontem para hoje teve cinco entubações no hospital da Unimed, inclusive de médicos e familiares”, relatou. 

O médico continua. “Estamos no auge do problema, agora todo cuidado é pouco. Nós que estamos com notícias frescas do hospital, avisamos: a situação está caótica. Todo cuidado é pouco”, afirmou. 

A reportagem não conseguiu contato com o médico. A Assessoria de imprensa da Unimed informou que se manifesta somente através de nota emitida pela área de Comunicação ou por meio de seus porta-vozes oficiais. 

Em nota, a Unimed destacou que a região enfrenta um momento do aumento do número de casos de coronavírus e informou que foi identificada “uma crescente procura de pacientes aos serviços de urgência e emergência, com ou sem sintomas gripais”. 

“Diante deste cenário, realizamos uma nova alteração no fluxo de atendimento de urgência e emergência do Hospital Unimed Americana com o intuito de impedir o contato e o compartilhamento dos espaços entre casos suspeitos e não suspeitos”, informou. 

Segundo a nota, casos de urgência e emergência relacionados à pediatria passam a ser atendidos na unidade do Anexo Hospitalar com uma divisão interna de áreas para maior segurança. Os pacientes sem suspeita de Covid-19 e atendimentos de ortopedia, em situação de urgência e emergência, devem procurar o acesso de entrada de visitantes; já para os pacientes com suspeita de Covid-19 a orientação é fazer o acesso pela entrada principal do Pronto Atendimento. 

“Todo o processo de organização interna do atendimento é constantemente ajustado para garantir a capacidade e a segurança dos beneficiários que necessitam de internação. Em relação ao número de leitos, a Unimed Santa Bárbara d’Oeste e Americana reforça que dispõe de estrutura de enfermaria para casos leves e moderados e de UTI para atendimento em isolamento de casos graves, com contingência para ampliar o número de leitos, se necessário”, informou.

LEITOS FORAM AMPLIADOS  

No início do mês, no dia 4, a rede particular atingiu 82% de ocupação dos leitos de UTI. De 28 leitos com respiradores, 23 estavam ocupados. Na ocasião, a reportagem questionou os hospitais particulares sobre a taxa de ocupação e se pretendiam ampliar a capacidade. 

As assessorias dos hospitais Samaritano e São Lucas informaram que só repassam os dados de ocupação para a Secretaria de Saúde. Funcionários do São Francisco informaram que não tinham autorização para repassar informações. A Unimed também não se posicionou sobre o assunto na ocasião. 

Três dias depois, em uma terça-feira (7), Americana se aproximou de ter apenas um leito disponível na rede privada, como foi registrado ontem. 

Americana tinha 28 leitos particulares de UTI até 6 de julho. No dia seguinte, 27 destes leitos estavam ocupados. Com o acréscimo dos cinco leitos, a taxa de ocupação foi a 81%. 

“A quantidade de leitos com respiradores aumentou, em razão da ampliação de cinco leitos realizada por um dos hospitais particulares do município”, informou a prefeitura. Questionada sobre qual hospital ampliou sua capacidade, a administração não respondeu. 

Na ocasião, a ocupação de leitos em Americana na rede pública e privada era de 77% com respiradores e de 50% sem respiradores. 

SAIBA MAIS 

Segundo a Prefeitura de Campinas, a taxa de ocupação de leitos no município é de 87,7% (de 423 leitos, 371 estão ocupados). Há 52 leitos livres somando as redes pública e particular. No SUS (Sistema Único de Saúde) Municipal são 155 leitos, dos quais 145 estão ocupados – 93,55%. No SUS Estadual (Ambulatório Médico de Especialidades e Hospital de Clínicas da Unicamp) são 93 leitos, com 81 ocupados – 87,10%. E na rede particular são 175 leitos, dos quais 145 estão ocupados – 82,86%. 

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