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Caminhando por Buenos Aires

Reforma urbana permite andança pela parte nova da cidade, de Puerto Madero até antigos marcos

Folhapress | Divulgação

Uma inovação urbanística com o objetivo de melhorar o trânsito no centro de Buenos Aires gerou também a possibilidade de um passeio a pé, rápido e sem ter de cruzar tantas vias cheias de veículos, em que se pode desfrutar, em uma só caminhada, a parte nova e a parte histórica da capital argentina. 

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A inovação urbanística se chama “paseo del bajo”, e consiste em criar uma via para veículos que passa pelo subsolo da região entre Puerto Madero e a Casa Rosada (sede do governo argentino). 

Mas o efeito colateral mais interessante da reforma é que se pode iniciar um passeio, por exemplo, em algum local de Puerto Madero. Um restaurante, uma “parrilla”, um café. A reportagem recomenda o Museu de Arte Amalia Lacroze de Fortabat, nem sempre lembrado nos guias turísticos. 

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Trata-se de uma bela coleção de arte iniciada por María Amalia Lacroze de Fortabat (1921-2012), abastada senhora portenha cuja família era dona da produtora de cimento Loma Negra. María Amalia gastou boa parte de sua fortuna comprando obras e encomendando o belo edifício do museu ao renomado arquiteto uruguaio Rafael Viñoly. 

A coleção inclui obras de Marc Chagall, Salvador Dalí, Gustav Klimt, dos argentinos Xul Solar e Antonio Berni. Um dos principais destaques é um retrato da própria Amalia feito por Andy Warhol, em 1982. 

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Dali, pode-se cruzar a pé todo Puerto Madero e, rapidamente, atravessar em direção à parte antiga. No caminho, se encontrará o Luna Park. O espaço é hoje mais usado para shows musicais, mas originalmente foi criado, nos anos 1950, para abrigar as populares lutas de boxe. O papa João Paulo 2º, quando esteve na Argentina, rezou uma missa aí. 

Se o visitante quiser caminhar em direção à Casa Rosada, vai topar no trajeto com o imponente Centro Cultural Kirchner. O edifício não é novo, foi construído em 1888. Por muitas décadas serviu como a sede do Correio argentino. Dentro estão mantidos os móveis de madeira de época, onde as pessoas fechavam os envelopes, colavam selos, e os locais com as aberturas para enviar as cartas, tanto dirigidas às “províncias”, no interior da Argentina, como ao exterior. “Meus filhos nem sabem o que é mandar uma carta, vir aqui é uma aula sobre os costumes do passado”, disse o chileno Rosendo Yebra, 38. 

Na frente do centro está uma monumental estátua de Juana Azurduy (1780-1862), uma heroína da independência da Bolívia recentemente resgatada por historiadores. 

Dali até a Casa Rosada há pequena subida, mas nada grave para quem estiver a fim de caminhar e com bons sapatos. 

A Casa Rosada, que funciona como sede do governo nacional, também é um edifício histórico, que vale a pena conhecer, ainda que as visitas estejam restritas a algumas áreas. Originalmente, o rio da Prata chegava até suas bordas, mas aos poucos foi sendo afastado pelas obras que deram origem ao porto. 

Apesar de ter um museu desde 1957, a Casa Rosada conta desde 2011 com um novo espaço dedicado à história da Argentina e do próprio edifício. Trata-se do Museu do Bicentenário, cuja entrada é pela lateral da Casa Rosada. Reúne objetos e até carros que pertenceram a presidentes argentinos. Conta a história da cidade e do país paralelamente aos distintos governos. 

Entre uma coisa e outra, é claro, pode-se comer uma boa carne ou tomar uma boa taça de vinho num dos conhecidos restaurantes de Puerto Madero. 

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