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Uma festa de 15 anos… surpresa

Ana Luíza debutou esta semana e já esperava um aniversário sem festa, mas o pai deu um jeito para comemorar
by Rogério Verzignasse

Ana Luíza faria 15 anos em 2020. A adolescente pensava em reunir os amigos em um salão – ou uma chácara, talvez – e passar umas horas divertidas.  Não, não. Ela não sonhava com vestido de gala, valsa, aquelas coisas. Queria mesmo era estar junto da turma. Mas só não contava com a pandemia.

A mocinha viu chegando o dia 29 de julho, seu aniversário, e se conformou: nada de festa. Tempo de isolamento social, todo mundo comportadinho em casa, usando álcool gel. Ela procurava não demostrar, mas claro que estava decepcionada. “Pandemia justo neste ano”, pensava…

O legal é que o papai-coruja Valdemir Bars Júnior, um cidadão de 55 anos, que ganha a vida em Americana como perito solar, se encarregou de preparar uma festa inesquecível para a menina.

Entre uma instalação e outra de painéis fotovoltaicos, o homem se virou para arrumar  bolo, pão de mel, cone trufado, bombom de chocolate, trufa de brigadeiro com morango…  E decidiu como ia ser o evento: a céu aberto, sem aglomeração.

E ele convidou a galera – 35 pessoas, entre parentes e amigos – para a recepção surpresa, que aconteceu na noite de quarta-feira na Praça Fernando Costa. Ali, na frente do Cemitério da Saudade, onde acontece a feira noturna.

O esquema foi todo pensadinho.  A adolescente saiu de casa achando que ia comer uma pizza na casa de uma tia. Mas o carro não desceu a Avenida da Saudade, como previsto. Deu uma guinada rápida à direita e ficou de  cara com os carros estacionados na praça, com direto a buzinas e luzes piscando.

Aí a mocinha se tocou. Notou a presença das primas que não via há um tempão e da galera do 9º ano do Antares, onde estuda. Reencontrou amigas da vida inteira. Foi lindão. Ah, a turminha só saiu do carro para cantar “Parabéns a Você” e ver a Ana, toda emocionada apagar as velinhas.

Claro, sem beijo, abraço e aperto de mão. Todo mundo de máscara.  Ah, tá. Chegaram mais perto só para tirar fotos, rapidinho, e pegar uns quitutes na mesa improvisada.

Foi muito especial: a primeira vez que Ana viu os amigos queridos desde quando começou a quarentena. “Deu uma vontade doida de abraçar todo mundo, mas a gente se comportou”, disse a mocinha no dia seguinte, quando falou com a reportagem. “Fiquei radiante. A minha festa de aniversário não podia ser melhor”, comemorou.

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