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TODODIA 27 de outubro de 2026
REPORTAGEM ESPECIAL

Comunidade de Americana projeta regularização por meio do Minha Casa, Minha Vida, mas questiona orçamento disponível

Bairro Monte Verde sofre com falta de saneamento e de escolas

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Mais de 16 milhões de brasileiros vivem em “favelas e comunidades urbanas”, o que corresponde a cerca de 8% da população do país. Os dados são do Censo de 2022, divulgado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Essas áreas enfrentam sérias dificuldades de infraestrutura, como a falta de saneamento básico e de pavimentação.

Desde o início de 2025, o Programa Minha Casa, Minha Vida (PMCMV) passou a ampliar regularizações fundiárias, através da Lei 15.081/24. Porém o principal foco continua sendo possibilitar o financiamento de novas moradias.

Sancionada no último dia do ano passado, a legislação também estipula que recursos técnicos e financeiros do PMCMV sejam empregados para reformas em habitações existentes, como prédios inutilizados.

COMUNIDADE AGUARDA REGULAMENTAÇÃO
Localizada às margens da Rodovia Ivo Macris, em Americana, o bairro Monte Verde é um exemplo dessas comunidades urbanas. O local conta com mais de 2 mil residências e abriga cerca de 7 mil pessoas.

Os moradores pretendem avançar no processo de regulamentação das terras, que já possuem fornecimento de energia elétrica e um CEP.

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Janio Carneiro de Oliveira, um dos líderes do Instituto Pós-Represa, voltado à regularização fundiária e sediado no Monte Verde, é um dos pioneiros do que, no início, era um assentamento. Sua família estava entre as 70 que iniciaram a formação do bairro em 2006.

Janio Carneiro de Oliveira ressalta necessidade de saneamento básico no Monte Verde. Foto: Reprodução

“Estamos lutando para conseguir a ligação de água e a construção de uma escola”, diz Janio, sobre as principais prioridades da comunidade.

ORÇAMENTO INSUFICIENTE
O arquiteto e urbanista Victor Chinaglia também participa das ações do instituto e relata que a medida é importante, mas que os R$ 2,4 bilhões do PMCMV previstos à regularização fundiária e à reforma dos imóveis são insuficientes.

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O valor representa 2% do orçamento total, que é de R$ 123,5 bilhões em 2025. Chinaglia acredita que o ideal seria que esse montante chegasse a, pelo menos, 5%, ou R$ 6 bilhões.

Victor Chinaglia critica orçamento disponível. Foto: Reprodução/TV TODODIA

O investimento do PMCMV em 2025 terá redução de 2,9% em relação ao de 2024. No ano passado, a previsão era de R$ 106 bilhões, mas, em agosto, foi aprovado um crédito adicional de R$ 22 bilhões.

ESPECIALISTA DETALHA NOVA LEI
O advogado Alexandre Mandl, especialista em regularização fundiária, destaca que a Lei 15.081/24 unifica duas legislações: a 11.977/09 e a 13.465/2017.

Alexandre Mandl em cerimônia na qual foi nomeado cidadão de Sumaré, em 2024. Foto: Reprodução/Willian Souza

A primeira, conhecida como Lei do Minha Casa, Minha Vida, já abordava a regularização fundiária dentro do programa. A segunda acabou por separar os assuntos.

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DP
Diego Rodrigues e Airan Prada TODODIA — jornalismo das regiões de Campinas e Piracicaba

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