No século XIX, o naturalista Charles Darwin depois de uma expedição de mais de 4 anos pelo hemisfério sul desafiou o pensamento corrente com sua teoria da seleção natural. A seleção natural, segundo a teoria de Darwin, seria a responsável pela capacidade de adaptação dos seres vivos. No cenário altamente improvável da pandemia atual, podemos observar claramente a seleção natural agindo no mundo corporativo. Nenhuma empresa estava minimamente preparada para o impacto desta crise, e mesmo assim tiveram que mandar a maioria de seus colaboradores trabalharem de casa, começaram a vender por canais digitais e estão lutando pela sobrevivência.
Passado o terror apocalíptico inicial, a transformação digital e políticas de home office nas empresas serão permanentes, mesmo nas empresas onde tradicionalmente esses elementos não eram bem aceitos. Uma pesquisa da ISE Business School afirma que 80% dos gestores disseram gostar da nova maneira de trabalhar. O “novo normal” da sociedade e suas mudanças de tendências e padrões de consumo vieram para ficar. Paradoxalmente, o uso intenso de compras por canais digitais está acompanhado com a valorização do comércio local, do bairro.
O cenário do “novo normal” deve estar no topo da lista das prioridades estratégicas de todas as empresas e a grande pergunta que tenho me feito diariamente é “como se preparar para o esse novo normal?”
O primeiro efeito nas empresas foi a redução de recursos, sejam estes financeiros, matérias primas e recursos produtivos com funcionários desligados e aderindo aos programas de redução de jornada.
Apesar de recursos reduzidos, 75% dos CEOs responderam que vão acelerar a transformação tecnológica em suas empresas, de acordo com Fortune 500. O ponto crucial aqui é a precisão de como usá-los. Ser data-driven e analítico é a melhor forma de tomar decisão baseada em fatos e cenários realistas.
Recuperar a eficiência perdida introduzindo uma força de trabalho digital com RPA (robotic process automation) tem se mostrado o melhor caminho para alcançar e superar a produtividade anterior à crise. A implementação de RPA pode começar por processos mais simples e com baixo custo e crescer conforme o retorno de investimento for comprovado.
Para entender onde investir e como controlar o resultado das ações que foram priorizadas é importante definir os indicadores estratégicos (KPI), manter uma única base de dados para toda a empresa e criar um painel de acompanhamento que seja atualizado frequentemente. Um BI (Business Intelligence) bem estruturado é capaz de destacar riscos, tendência de melhora e acompanhar o atingimento das metas estabelecidas.
Para criar novos produtos e serviços para o “novo normal” é importante entender o mercado, competidores e novas tecnologias para criar um caso de negócio com o nível de confiança mais alto.
O monitoramento de múltiplas fontes de dados, redes sociais com uma curadoria cuidadosa, é que torna a inteligência de mercado tão eficiente. Não deixe sua empresa ser extinta pelo Darwinismo corporativo.
Escrito por: André Scher | Fundador e CEO da Auctus Inteligência Aumentada
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