As praças nos bairros voltaram a ganhar status de área de convivência e para prática de atividades físicas. Antes ocupadas por lixo, entulho e por maus elementos, essas áreas públicas voltaram a ser valorizadas. Sumaré passou a fazer parte do rol de cidades onde os moradores abraçam as praças, para revitalizar esses espaços.
Com apenas dois anos de vida, a Acorpi (Associação Comunitária da Região do Picerno), que trabalha em uma região da cidade com 33,5 mil pessoas, assinou um termo de cooperação e responsabilidade com a Prefeitura de Sumaré para revitalizar 11 praças existentes na região.
O esforço começou ano passado e culminou com a assinatura do termo de cooperação. O documento, assinado em 4 de março de 2020, já foi publicado no Diário Oficial.
“A ideia é que a associação busque parcerias locais e com a comunidade para a execução de melhorias e a transformação do ambiente de lazer coletivo, uma vez que na maioria dos bairros não há qualquer infraestrutura voltada para o lazer, a convivência comunitária e a contemplação”, informou a presidente da entidade, a radialista e bacharel em Direito Giseli Domingos, 33.
A intenção dos voluntários é que as praças fiquem novinhas em folha com execução de calçamento, colocação de brinquedos, academia da terceira idade, bancos e paisagismo (árvores e arbustos ornamentais).
Uma das propostas é fazer o calçamento com as pessoas deixando suas mãos e nomes registrados no cimento, uma forma de registro para a posteridade.
“Essa é uma questão interessante. Isso passa pela relação das pessoas com os espaços públicos urbanos. Entendemos que ao envolver os moradores em todo o processo a relação deles com aquele espaço que ele ajudou a construir gera uma relação de ‘pertencimento’, de ‘apropriação’. Assim o cuidado e o carinho se farão presentes todo o tempo”, explicou a presidente.
PANDEMIA
A pandemia prejudicou um pouco o início das atividades, por causa da proibição de aglomeração, mas a largada será pela Praça Deolindo Muniz da Silva, no Jardim Picerno I – Distrito de Nova Veneza, entre as ruas Juarez Roberto, Tupiniquins e Reginaldo Aparecido Rodrigues.
“Neste momento de pandemia enfrentamos dificuldade para buscar parcerias tanto para a adoção de pontos de ônibus quanto para a execução das praças, pois é um momento delicado e há muita preocupação dos empresários com o futuro financeiro, portanto grande parte das conversas foram adiadas para um momento mais oportuno, além de não acharmos conveniente a mobilização social pois acreditamos na necessidade da população estar em isolamento para achatar esta curva”, explicou a presidente.
As praças adotadas são Antônio Noveletto, no Jardim das Orquídeas, outras nos residenciais Portal Borton e POrtal Bordon II e uma no Jardim Basilicata.
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