quarta-feira, 26 fevereiro 2025
VAZAMENTO DE PRODUTO QUÍMICO

Empresa autuada por vazamento de amônia não possuía licença ambiental para funcionar em Americana

A empresa já havia sido envolvida em uma ocorrência semelhante registrada em 2023, também por crime ambiental
Por
Felipe Gomes e Nicoly Maia
Foto: Arquivo/ TVTODODIA

Um forte vazamento de amônia em uma empresa no distrito industrial, em Americana, na manhã desta quarta-feira (26) mobilizou diversas equipes de emergência ao longo do dia, incluindo a Guarda Municipal, por meio do GPA (Grupo de Proteção Ambiental), Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo), Defesa Civil e Corpo de Bombeiros. O vazamento afetou mais três empresas vizinhas, forçando a interrupção das atividades. 

Segundo a Defesa Civil, o incidente ocorreu durante o processo de transferência de um caminhão para um container dentro da empresa, momento em que o vazamento foi identificado. Funcionários das empresas próximas relataram que sentiram um cheiro forte, o que os levou a acionar a Defesa Civil. “Começamos a sentir um cheiro muito forte, que causou até ânsia, e rapidamente iniciamos a evacuação”, afirmou Irani do Nascimento, auxiliar de produção de uma das empresas vizinhas.

A Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) relatou que as primeiras informações apontam que durante uma operação de transbordo do produto, de um caminhão tanque para IBCs – recipiente de material plástico duro, com capacidade de até 1.000 litros, ocorreu o vazamento. Técnicos do setor de Atendimento a Emergências da CETESB realizaram medições na empresa, e o resultado foi abaixo do limite máximo, com liberação da área. Após a conclusão dos trabalhos de emergência e finalização do relatório técnico de atendimento ao caso, a CETESB deve aplicar as penalidades previstas na legislação.

DESDOBRAMENTO DO CASO

A investigação apontou que a empresa responsável pelo vazamento não possuía licenciamento ambiental e outras autorizações necessárias para funcionamento. Um homem apresentou-se ao local com notas fiscais do produto, mas afirmou não ser o proprietário da empresa. Entretanto, ele também não informou quem poderia ser o responsável pelo estabelecimento. 

De acordo com a Polícia Civil, a empresa já havia sido envolvida em uma ocorrência semelhante registrada em 2023, também por crime ambiental. 

Diante dos fatos, a Polícia Civil determinou a prisão em flagrante do homem, assim como a de dois funcionários da empresa para prestarem esclarecimentos. Os agentes suspeitam que o responsável tenha tentado burlar as autoridades ao apresentar documentação de uma outra empresa, localizada no Loteamento Industrial Abdo Najar.

Foto: Reprodução/ Jonas Alecio Silva
Receba as notícias do Todo Dia no seu e-mail
Captcha obrigatório

Veja Também

Veja Também