VÍDEO: prefeito e vereador trocam acusações e paralisam sessão na Câmara de Nova Odessa
Clima esquentou após críticas sobre vetos a projetos e declarações envolvendo servidora
O retorno do Legislativo novaodessense após o recesso parlamentar foi marcado por uma troca acalorada de acusações entre o prefeito Leitinho (PSD) e o vereador André Faganello (Podemos). A sessão, realizada na tarde desta segunda-feira (4), precisou ser interrompida diante do clima tenso no plenário. VEJA O MOMENTO DA CONFUSÃO.
Projetos vetados e início da confusão
A confusão começou após Leitinho subir à tribuna para falar sobre dois projetos vetados e a situação financeira do município. Um dos projetos, de autoria da vereadora Priscila Peterlevitz (União), previa a instalação obrigatória de fraldários em estabelecimentos com grande fluxo de pessoas.
O outro, apresentado por Faganello, exigia a inclusão do símbolo do espectro autista em vagas de estacionamento preferenciais. Leitinho argumentou que ambas as propostas foram barradas por não indicarem fontes de custeio.
Críticas e resposta entre prefeito e vereador
A tensão aumentou quando o prefeito criticou declarações feitas por Faganello em vídeo, nas quais o vereador atacava a secretária-adjunta de Assuntos Jurídicos, Natália Lins.
Leitinho afirmou que a servidora havia sido desrespeitada e cobrou mais responsabilidade nas manifestações públicas, especialmente quando envolvem mulheres da equipe de governo. Segundo ele, a OAB de Nova Odessa publicou uma nota de repúdio às declarações do vereador.
Faganello respondeu acusando o chefe do Executivo de hipocrisia, dizendo que o prefeito havia chamado uma mulher de porca e questionando quem ele seria para dar exemplo sobre o tratamento às mulheres. Diante da escalada verbal, o presidente da Câmara, Oséias Jorge (PSD), determinou a suspensão temporária da sessão. A atividade legislativa foi retomada após alguns minutos, mas o clima permaneceu tenso até o encerramento dos trabalhos.
Rebate de Faganello na tribuna livre
No momento da tribuna livre, Faganello rebateu as acusações e afirmou que nunca foi acusado de estupro e que não contratou empresa de lobby com dinheiro público para se relacionar com ninguém.
Crise financeira e pedidos do prefeito
Ainda nesta segunda, o prefeito apresentou aos vereadores um panorama das dificuldades enfrentadas pela administração municipal, com ênfase na crise financeira. Ele solicitou apoio do Legislativo para enfrentar os desafios orçamentários, destacando o impacto das emendas impositivas, que somam mais de R$ 6 milhões por ano.
Leitinho disse que essas emendas são prejudiciais para o município porque obrigam a administração a cortar recursos de áreas como saúde e educação. Segundo ele, se pagar as emendas aos vereadores, terá que deixar de pagar remédios, materiais e exames e, em pouco tempo, a educação será afetada.
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