Mediação de leitura reforça vínculo entre pais e filhos em oficina na Adonópolis, em Americana
Voltada a pais e mães interessados em ampliar o contato dos filhos com os livros, proposta da Editora Adonis destacou que educar também envolve brincar, escutar e compartilhar narrativas
Adonópolis é o espaço de convivência literária criado pela Editora Adonis, que traduz, em cores e formas, mais de 20 anos de atuação na valorização do livro e da leitura como ferramentas de transformação.
Idealizado para tornar a experiência literária mais viva e envolvente, o local reúne histórias contadas, encenadas e musicalizadas, além de contar com auditório, cafeteria e livraria, oferecendo um ambiente completo para crianças, pais e educadores.
Foi nesse cenário que a Editora Adonis promoveu no sábado (28) a oficina gratuita “Mediação de leitura”. A atividade foi conduzida pela pedagoga, escritora e contadora de histórias Vanessa Aranha Morimoto, na sede localizada na Rua José Bonifácio, número 174, em Americana.
O papel da mediação
A diretora da Editora Adonis, Jaqueline Comelato, explicou o que significa, na prática, mediar a leitura com o público infantil.
“Mediar a leitura é apresentar o livro à criança. A gente confunde muito mediação de leitura com leitura compartilhada ou contação de história. A mediação, diferente da contação, depende do livro. A contação vem da oralidade. Na mediação, eu preciso da presença do livro. Para mediar, eu preciso do mediador, do livro e do leitor. Existe essa troca, essa composição de relação. É algo fundamental para formar leitores, para que a criança aprenda como se lê um livro, se interesse por ele ou seja apresentada a essa experiência de uma forma que sozinha não conseguiria”, afirmou.
Ela também ressaltou a importância desse momento na construção de vínculos. “O vínculo, por meio da leitura, é formado naquele instante em que os dois se encontram. É um momento de presença do adulto junto com a criança”, apontou.
Benefícios para o desenvolvimento
Voltada a pais e mães interessados em ampliar o contato dos filhos com os livros, a proposta destacou que educar também envolve brincar, escutar e compartilhar narrativas.
Durante a atividade, Vanessa Aranha Morimoto enfatizou os impactos da leitura no desenvolvimento infantil.
“Nesta manhã especial, com as famílias reunidas, utilizei o livro como portador textual. Nosso maior objetivo é formar leitores. Quando apresento uma história a um bebê, já estou estimulando a leitura, mesmo antes da alfabetização. É o que chamamos, na educação infantil, de leitura não convencional”, explicou.
Segundo ela, o contato frequente com obras literárias amplia competências essenciais. “O principal ganho é o prazer de ler. Além disso, desenvolve imaginação, oralidade e repertório. Conforme escutam novas palavras, as crianças passam a incorporá-las. O hábito contribui para a criatividade e favorece o desempenho em diversas áreas da vida”, declarou a educadora e escritora convidada.
Leitura como janela para o mundo
A educadora também destacou o potencial transformador do acesso aos livros. “O livro é uma janela aberta para o mundo, com infinitas possibilidades. A criança pode sonhar em ser repórter, jornalista, engenheiro, professora. A literatura dá asas à imaginação.”
Como orientação prática às famílias, ela sugeriu a criação de um espaço específico em casa. “Vale montar um cantinho especial na sala ou no quarto. Se não houver estante, é possível usar caixotes ou até caixas de papelão. O importante é organizar um ambiente convidativo, com livros e materiais que despertem a curiosidade. É algo simples, mas que gera diversão e constrói memórias afetivas”, completou Vanessa.
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