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TODODIA 20 de outubro de 2026
Polícia
APÓS 15 ANOS

Tribunal do Júri marca julgamento de mulher acusada de matar comerciante em Hortolândia

Crime ocorreu em 2011 durante briga em lanchonete no Parque dos Pinheiros; ré também responde por duas tentativas de homicídio

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Julgamento está previsto para acontecer a partir das 11h no Fórum da cidade. Foto: Vagner Salustiano/TV TODODIA

O Tribunal do Júri de Hortolândia marcou para o dia 28 de maio, às 11h, o julgamento de Aparecida Andreia Gallis, conhecida como “Sara”, acusada de matar uma comerciante de 73 anos e tentar assassinar outras duas mulheres durante uma briga em uma lanchonete da cidade, em 2011. O julgamento será realizado no Fórum de Hortolândia e será presidido pelo juiz André Forato Anhê.

Segundo a denúncia do MP-SP (Ministério Público de São Paulo), o crime aconteceu na noite de 4 de agosto de 2011, na Lanchonete Belo Horizonte, localizada na Rua Cedro, no Parque dos Pinheiros.

Comerciante tentou separar briga
De acordo com a investigação, a confusão começou após uma discussão entre a acusada e duas mulheres. Testemunhas relataram que o desentendimento teria sido motivado por ciúmes e desavenças antigas. Conforme os autos do processo, durante a briga, Aparecida teria ido até um Ford Ka prata, pegado um canivete e retornado ao estabelecimento, onde atacou as vítimas.

A comerciante Olinda Strumendo Gozzi, de 73 anos, proprietária da lanchonete, tentou intervir para separar a discussão, mas acabou atingida no pescoço. Equipes do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) foram acionadas, mas a vítima sofreu uma parada cardiorrespiratória e morreu ainda no local.

As outras duas mulheres feridas foram socorridas por populares ao Hospital Mário Covas.

Acusada fugiu após o crime
Segundo a Polícia Civil, após as agressões, a acusada fugiu utilizando um Ford Ka prata e teria dispensado a arma do crime na rua.

Durante diligências realizadas na residência da investigada, em Sumaré, os policiais não localizaram Aparecida, mas encontraram o veículo utilizado na fuga na garagem do imóvel.

O carro apresentava manchas de sangue e foi apreendido para perícia técnica, assim como as chaves do automóvel.

Ré alegou legítima defesa
Durante interrogatório, Aparecida confessou as agressões, mas alegou ter agido em legítima defesa. Segundo a versão apresentada pela ré, ela vinha sendo ameaçada pelas vítimas desde o carnaval daquele ano por causa de disputas envolvendo clientes. Ela afirmou ainda que, no dia do crime, teria sido puxada pelos cabelos e agredida antes de reagir utilizando o canivete.

Já uma das vítimas declarou em depoimento que foi atingida de forma inesperada quando tentava impedir a fuga da acusada. Ainda conforme o relato, a discussão começou com troca de ofensas e Aparecida teria retornado armada ao local antes dos golpes.

Crime será analisado pelo júri popular
Na decisão de pronúncia, o juiz Leonardo Delfino entendeu que há provas da materialidade e indícios suficientes de autoria para levar a acusada a julgamento pelo Tribunal do Júri. Aparecida responderá por homicídio qualificado consumado pela morte de Olinda Strumendo Gozzi e por duas tentativas de homicídio qualificado contra Michele e Vanessa. As qualificadoras de motivo fútil e recurso que dificultou a defesa das vítimas foram mantidas pela Justiça.

Segundo a decisão, caberá agora ao Conselho de Sentença decidir se a acusada agiu em legítima defesa ou se deve ser condenada pelos crimes apontados pelo Ministério Público.

Posicionamento
A defesa da ré foi procurada pela reportagem, mas não havia se manifestado até a publicação desta matéria. O espaço segue aberto.

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Cristiani Azanha TODODIA — jornalismo das regiões de Campinas e Piracicaba
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