Polícia investiga homicídio de moradora de Hortolândia localizada na Estrada do Mão Branca, em Campinas
Vanessa Aparecida Orsolon, de 45 anos, foi encontrada com vida e levada para o Hospital Ouro Verde, em Campinas, mas não resistiu
A 3ª Delegacia de Homicídios de Campinas investiga o homicídio de Vanessa Aparecida Orsolon, autônoma e moradora de Hortolândia, de 45 anos. A vítima apresentava sinais de morte violenta, como ferimentos por faca, hematomas e ossos quebrados por todo o corpo, conforme descrito no boletim de ocorrência.
Ela foi localizada por populares ferida e agonizando por volta das 6h10 da manhã de quarta-feira (27), em uma área verde remota da Rua Lucindo Silva, no Parque Fazendinha, em trecho conhecido como Estrada do Mão Branca, próximo ao limite entre Campinas e Hortolândia. O ponto onde ela foi abandonada ainda com vida fica a cerca de 3 km da casa da vítima.
Atendimento e morte
Testemunhas acionaram o Resgate do Corpo de Bombeiros, que levou a mulher ferida ao Hospital Ouro Verde, onde ela recebeu atendimento de emergência. Apesar dos esforços da equipe médica, Vanessa não resistiu aos múltiplos ferimentos e morreu no hospital por volta das 8h da manhã.
Até aquele momento, a identidade da vítima era desconhecida pelos policiais, porque ela não carregava documentos ou outros itens que permitissem sua identificação.
Ferimentos
No relatório médico, consta que a mulher apresentava múltiplas lesões corporais graves, incluindo vários cortes profundos no rosto e na cabeça, lesões nos lábios e nos punhos direito e esquerdo, com tendões e ligamentos cortados, além de múltiplas fraturas nas regiões atingidas.
Também foram constatados ferimentos semelhantes no braço esquerdo e nas duas pernas, em quadro descrito pelos médicos como compatível com agressão violenta.

Identificação e investigação
A identificação da vítima só foi possível na quinta-feira (28), por meio da checagem das impressões digitais junto ao IIRGD (Instituto de Identificação Ricardo Gumbleton Daunt).
O local onde Vanessa foi encontrada ainda com vida, coberto de manchas de sangue, passou por perícia técnica realizada por equipe da Polícia Científica. O corpo da mulher passa por exames necroscópicos no IML (Instituto Médico Legal) de Campinas, que devem apontar com mais detalhes o horário provável das agressões.
A Polícia Civil tenta identificar os autores e a motivação do crime. A hipótese de feminicídio não está descartada.
Como denunciar
Quem tiver informações que possam ajudar na solução do caso pode ligar para o 181, do Disque Denúncia, ou para o 197, da Polícia Civil. Os dois canais permitem denúncias anônimas.
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