TV AO VIVO
TODODIA 29 de outubro de 2026
OUTUBRO ROSA

Histórias de três mulheres mostram caminhos para enfrentar o câncer de mama

Simone, Regina e Izaura relatam o diagnóstico, os tratamentos e as mudanças vividas durante a luta contra a doença

Compartilhar WhatsApp Facebook
Três mulheres de Cosmópolis que passaram pelo câncer de mama e transformaram a experiência em aprendizado. Foto: Thayla Nogueira/TV TODODIA

O diagnóstico de câncer de mama pode alterar a rotina, os planos e a maneira como uma pessoa enxerga a própria vida. Neste Outubro Rosa, a TV TODODIA apresenta as histórias de Simone Zanelatto, Regina de Cássia e Izaura da Silva Leandro, três mulheres de Cosmópolis que enfrentaram a doença e transformaram a experiência em aprendizado, acolhimento e incentivo para outras pacientes.

O diagnóstico e os primeiros medos
Simone recebeu o diagnóstico em março de 2019. Segundo ela, a confirmação trouxe inicialmente uma sensação de alívio, depois de um período de incerteza. O tratamento, porém, foi marcado por uma perda familiar: quatro dias após a cirurgia, ela perdeu a mãe.

Na fase mais difícil, o apoio do filho e do marido foi fundamental. Um dos momentos que mais a marcou ocorreu quando o filho chegou em casa com a cabeça raspada, acompanhado pelos amigos, em um gesto de solidariedade durante o período em que ela também enfrentava a queda dos cabelos.

A experiência levou Simone a buscar formas de acolher outras mulheres. Ela participou da criação do grupo De Repente Rosa, em Cosmópolis, que reunia pacientes para a troca de experiências e o apoio durante o tratamento. Mais tarde, levou parte dessa vivência para a escrita e publicou os livros “O Ponto Rosa e Vírgula” e “Debaixo do Lenço”.

Uma neta como motivo para continuar
Regina de Cássia descobriu o câncer em 2020, após perceber um caroço na mama. O diagnóstico ocorreu durante a pandemia e apontou um tumor de seis centímetros. A primeira reação foi pensar na própria morte e em como ficaria a família.

Entre os motivos que ajudaram Regina a seguir em frente estava a neta, que havia acabado de nascer. Durante o tratamento, ela enfrentou 16 sessões de quimioterapia e também precisou lidar com a queda dos cabelos.

Continua após a publicidade

Vaidosa, Regina decidiu se antecipar à perda dos fios e raspou a cabeça. Com lenços, brincos e maquiagem, encontrou uma forma de preservar a autoestima durante o tratamento. Mais tarde, participou de um ensaio fotográfico que também ajudou outras mulheres a perder o receio de mostrar as mudanças provocadas pela doença.

O processo durou cerca de um ano e três meses. Hoje, Regina está em remissão há cinco anos, mantém acompanhamento médico e realiza exames periódicos. Para ela, cada resultado positivo representa uma nova vitória.

Um diagnóstico que mudou o caminho
Izaura da Silva Leandro, conhecida pelos amigos como Yza, recebeu o diagnóstico em maio de 2024, depois de perceber um incômodo durante o banho e realizar exames. Ela descobriu um câncer na mama direita, do tipo ductal in situ.

Continua após a publicidade

Em setembro, Izaura passou pela retirada total da mama. De acordo com seu relato, não precisou fazer quimioterapia e segue em fisioterapia e acompanhamento médico.

Depois do diagnóstico, Izaura também passou a valorizar ainda mais os momentos ao lado da família. Entre as lembranças que guarda está uma ida à montanha-russa com as filhas, experiência que ganhou outro significado diante do desejo de aproveitar mais o tempo e criar novas memórias.

O alerta do Outubro Rosa
Embora tenham histórias diferentes, as três mulheres destacam a importância da informação, do acompanhamento médico e da descoberta da doença em fases iniciais.

Para elas, falar sobre o câncer também é uma forma de mostrar que o diagnóstico não representa o fim da vida. O tratamento pode ser difícil e provocar mudanças físicas e emocionais, mas o apoio da família, de outras pacientes e das equipes de saúde pode ajudar durante esse processo.

O Outubro Rosa reforça a importância da conscientização sobre o câncer de mama e da busca por atendimento diante de alterações nas mamas. Para Simone, Regina e Izaura, compartilhar as próprias histórias é também uma maneira de incentivar outras mulheres a cuidar da saúde e não adiar a procura por ajuda.

Esta matéria foi útil para você?

Thayla Nogueira Repórter do TODODIA.
ver matérias ›

Newsletter TODODIA

As mais lidas do dia, direto no seu e-mail. Grátis.

Ao se inscrever você concorda em receber a newsletter diária do TODODIA. Cancele quando quiser, com um clique no rodapé do e-mail. Política de privacidade.