Cartórios de SP registram mais mortes e menos nascimentos no primeiro semestre de 2021
Os dados constam no Portal da Transparência do Registro Civil, base de dados abastecida em tempo real pelos atos de nascimentos, casamentos e óbitos praticados pelos Cartórios de Registro Civil do País
Os cartórios de São Paulo registraram 248.624 mortes até o final do mês de junho. O número, que é o maior da história em um primeiro semestre, está 84,4% acima da média histórica de óbitos no estado, e 46,1% maior que os ocorridos no ano passado, com a pandemia já instalada há quatro meses em São Paulo.
Com relação a 2019, o aumento no número de mortes foi de 60,9%.
Quanto aos nascimentos, São Paulo registrou o menor número de nascidos vivos em um primeiro semestre desde o início da série histórica em 2003. Até o final do mês de junho houve 277.019 nascimentos, número 12,8% menor que a média de nascidos no estado desde 2003, e 5,3% menor que no ano passado. Se comparado a 2019, o número de nascimentos caiu 12% em São Paulo.
Os dados constam no Portal da Transparência do Registro Civil, base de dados abastecida em tempo real pelos atos de nascimentos, casamentos e óbitos praticados pelos Cartórios de Registro Civil do País, administrada pela Arpen (Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais) Brasil, cruzados com os dados históricos do estudo Estatísticas do Registro Civil, promovido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística com base nos dados dos próprios cartórios brasileiros.
É a menor diferença já vista entre nascimentos e óbitos nos primeiros seis meses do ano. Essa diferença, que sempre esteve na média de 182.927 nascimentos a mais, diminuiu para 28.395 em 2021, uma redução de 84,5% na variação em relação à média histórica. Quanto a 2020, caiu 76,8%, e se comparada a 2019 a baixa foi de 82,3%.
“Com o Portal da Transparência, podemos visualizar a real condição que a sociedade está passando, como o grande aumento no número de óbitos e a diminuição dos nascimentos”, comentou Luis Carlos Vendramin Junior, presidente da Associação dos Registradores de Pessoas Naturais do Estado de São Paulo.
“Por meio da plataforma, o Poder Público pode fazer uma análise dos impactos da doença e trabalhar as políticas necessárias para atendimento a nova realidade populacional”, concluiu.
NATALIDADE E CASAMENTOS
Embora não seja a regra, a série histórica do Registro Civil demonstra que o aumento no número de casamentos está diretamente ligado à alta da taxa de natalidade em São Paulo, o que deve fazer com que os nascimentos ainda demorem um pouco a serem retomados, já que no primeiro semestre de 2021 o estado registrou o quarto menor número de casamentos desde o início da série histórica em 2003.
Até junho deste ano os Cartórios celebraram 100.894 casamentos civis, número 18,6% maior que os 85.059 matrimônios realizados no ano passado, mas ainda 19,6% menor que os 125.462 casamentos celebrados em 2019.
Embora 11,5% menor que a média histórica de casamentos no primeiro semestre em São Paulo, o número de matrimônios em 2021 mostra uma recuperação em relação ao ano passado, fortemente impactada pela chegada da pandemia que adiou cerimônias civis em virtude dos protocolos de higiene necessários à contenção da doença.
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