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TODODIA 23 de outubro de 2026
Polícia
acusação de assédio sexual

Instrutor de autoescola é investigado após denúncia de aluna em Hortolândia

Mulher de 23 anos afirma que profissional expôs o órgão genital durante a primeira aula prática de direção

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Voz gerada por inteligência artificial

A DDM (Delegacia de Defesa da Mulher) abriu inquérito para investigar uma denúncia de assédio sexual contra um instrutor de autoescola em Hortolândia. A ocorrência teria acontecido durante uma aula prática de direção, na tarde da última segunda-feira (19).

A vítima, uma mulher de 23 anos, relatou que o instrutor, de 59, tocou as próprias partes íntimas enquanto ocupava o banco do passageiro. Segundo a aluna, ele também chegou a expor o órgão genital.

Caso é investigado pela equipe da DDM da cidade. Foto: Vagner Salustiano/TV TODODIA.

A delegada Alline Abdo Vicentim informou que a equipe da DDM realiza diligências e colhe depoimentos dos envolvidos para a “completa elucidação dos fatos”.

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Relato da aluna
De acordo com a denúncia, durante a aula, quando passavam pela região do Jardim São Sebastião, a aluna percebeu que o instrutor “manipulava suas partes íntimas”.

Ela afirmou que, ao notar a situação, parou o veículo e repreendeu o instrutor. Ele negou o ocorrido e deixou o local dirigindo o carro, enquanto a aluna ficou para trás.

Em seguida, a mulher ligou para a responsável pela autoescola, que foi buscá-la. A proprietária também forneceu os dados de identificação do instrutor para que a aluna pudesse registrar a ocorrência na Polícia Civil.

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Vítima relata o caso em vídeo
Em vídeo enviado à TV TODODIA e a outros canais digitais da cidade, a aluna descreveu o que afirma ter vivido dentro do veículo. Segundo ela, a situação ocorreu em uma área tranquila, usada para as primeiras aulas de direção, enquanto o instrutor a orientava a trocar as marchas.

Ao contar como percebeu os movimentos do instrutor, a mulher disse: “Aí eu olhei para a cara dele e falei assim, eu acho que eu já entendi. Aí ele falou assim, tá bom, faz o que eu te ensinei e pode sair com o carro. Beleza, a gente saiu com o carro, eu estava olhando para frente, mas estava focado no que que estava acontecendo aqui, porque eu vi que ele estava com a mão fazendo esse movimento o tempo todo na calça dele”, contou a moça.

Aluna afirma que pediu para parar
Nervosa, a vítima disse que pediu para interromper a aula e explicou ao instrutor que não conseguia continuar. “Teve um momento que a gente parou, aí ele mandou eu passar para a marcha ré, a gente estacionou o carro, ele mandou eu aprender a fazer a marcha ré. Gente, eu fiz isso várias e várias vezes. Aí eu falei para ele, estou muito nervosa, porque eu vi o que que ele estava fazendo, eu já tinha entendido o que ele estava tentando fazer. Aí eu falei para ele, eu acho que agora não é o momento de eu aprender, que eu estou muito nervosa. Mas eu estava nervosa por conta desses movimentos que ele estava fazendo na calça”, acrescentou.

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A aluna afirmou que percebeu o órgão genital do instrutor exposto quando olhou para o lado. “Aí na hora que ele falava para mim passar a marcha, sem olhar para o câmbio, é câmbio que fala, né, de passar a marcha? Beleza, só que dessa vez eu sabia que estava acontecendo uma coisa diferente. Eu olhei para a marcha, e na hora que eu olhei para o lado, as partes íntimas dele para fora, para fora. Eu só soube gritar, como para? Como para? Como para? Não acredito que você passou as coisas para fora”, afirmou.

A vítima parou o carro, desceu e recebeu ajuda de um rapaz que estava nas proximidades. Depois, ligou para a autoescola e para familiares. A proprietária da empresa foi buscá-la no local.

Aluna tenta obter gravação do veículo
Segundo a vítima, desde que fez a denúncia, ela tenta obter as imagens da câmera de monitoramento instalada no carro, mas ainda não conseguiu. Ela também afirmou que recebeu pouco apoio da empresa.

Em vídeo, a mulher reclamou da resposta da autoescola e disse que o instrutor continuava trabalhando. “Eu não tive suporte nenhum da autoescola, ainda ela me taxou como culpada, entendeu? E o cara está lá trabalhando, normal, fazendo as aulas dele. Pode ser que também esteja tentando abusar de outras pessoas, não sei o que passou na cabeça dele. Só sei, gente, que eu quero justiça, justiça, porque isso não se faz, entendeu? Não se faz, não se faz”, repetiu a aluna.

Ela também relatou que, após registrar a ocorrência, pediu ajuda à polícia e disse temer que outras mulheres passem pela mesma situação. “Então, peço para vocês me ajudar a ter justiça, porque, quando eu estava lá na autoescola, liguei para a polícia, a polícia não quis fazer nada, falou assim, agora se você fez o boletim está nas mãos da dona, a dona que decide se vai mandar ele embora ou não. Isso, olha o que acontece com a justiça desse Brasil. É, gente, é difícil. Gente, eu não consigo tirar a imagem das partes íntimas dele da minha mente. É tão difícil para mim. Então, eu não quero que aconteça com nenhuma mulher, nenhuma mulher”, completou a vítima.

Autoescola diz que desligou instrutor
Na quarta-feira (21), a proprietária da autoescola respondeu aos questionamentos da reportagem e afirmou que o instrutor foi desligado após concluir o cronograma de aulas, no dia seguinte ao ocorrido.

Segundo a empresária, esta teria sido a primeira reclamação contra o profissional, que negou o assédio. Ela confirmou que foi buscar a aluna no local onde ela desceu do carro, na segunda-feira, e disse ter oferecido o suporte possível, além de fornecer os dados do instrutor para o registro da ocorrência na DDM de Hortolândia.

A proprietária afirmou que os veículos têm GPS e câmera interna, mas que ainda não conseguiu extrair a gravação da aula de segunda-feira à tarde. Ela disse que continua tentando obter as imagens. O caso segue sob investigação da DDM.

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TD
Redação TODODIA TODODIA — jornalismo das regiões de Campinas e Piracicaba

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