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TODODIA 2 de novembro de 2026
Polícia
MORTE NO TRÂNSITO

Acusado de atropelar e arrastar motociclista será julgado por homicídio em Nova Odessa

Vítima ficou acamada por mais de dois anos e morreu após complicações dos ferimentos; defesa afirma que buscará a absolvição

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Moto da vítima foi arrastada pelo carro, segundo IC. Foto: Reprodução

O Tribunal do Júri do Fórum de Nova Odessa julga, na quinta-feira (29), às 9h, o homem acusado de matar o motociclista Flávio Henrique Cardoso. Segundo a denúncia, ele atropelou e arrastou a vítima após uma discussão de trânsito, em setembro de 2021.

O caso foi inicialmente registrado como tentativa de homicídio. Após a morte de Flávio, atribuída a complicações dos ferimentos sofridos no atropelamento, a acusação foi alterada para homicídio consumado.

O crime e a alteração da acusação
O atropelamento ocorreu em 21 de setembro de 2021, por volta das 14h, no cruzamento da Rua Pedro Parras de Camargo com a Rua Joaquim Sanches, no Jardim do Éden, em Nova Odessa.

Conforme a denúncia do MP-SP (Ministério Público do Estado de São Paulo), o acusado dirigia um Toyota Etios cinza quando se envolveu em uma discussão com Flávio, que pilotava uma Honda CG 150 Titan. Durante o desentendimento, o motorista teria jogado o carro contra a motocicleta.

Com o impacto, o motociclista caiu, mas o condutor teria continuado a acelerar, arrastando Flávio e a moto por vários metros. Em seguida, fugiu em alta velocidade sem prestar socorro. Marcas analisadas pelo IC (Instituto de Criminalística) indicaram que o veículo deslizou por cerca de 24 metros na contramão.

Sequelas e morte da vítima
Flávio foi socorrido em estado gravíssimo e intubado no Hospital Municipal de Nova Odessa. Depois, foi transferido para o Hospital de Sumaré. Em razão das lesões, ficou acamado e dependeu da ajuda de terceiros por mais de dois anos.

Flávio Henrique Cardoso morreu em 17 de março de 2024, em decorrência das complicações permanentes causadas pelo atropelamento. Após a morte, a promotora Mariana Bernardes Andrade e Silva aditou a denúncia e alterou a acusação de tentativa para homicídio consumado qualificado por motivo fútil.

Pedido de indenização à família
Além da condenação criminal, a Promotoria de Justiça pediu a fixação de um valor mínimo para reparação civil à família, correspondente a 100 salários mínimos.

O pedido considera os custos médicos e de cuidados contínuos assumidos pelos familiares durante os mais de dois anos em que Flávio permaneceu acamado, além dos danos morais e da perda da vítima.

Defesa afirma que buscará absolvição
Os advogados Renan Farah e Jean Carlos de Oliveira, que representam o réu, informaram que vão trabalhar pela absolvição. A defesa sustenta que o caso ocorreu após uma discussão de trânsito. Farah afirmou: “A vítima passou a perseguir meu cliente, que chegou a pedir desculpas, mas na discussão, o motociclista acabou caindo debaixo do carro”.

A família de Flávio também é representada pela advogada Andreza Senna, que atuará como assistente de acusação ao lado do Ministério Público.

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Cristiani Azanha TODODIA — jornalismo das regiões de Campinas e Piracicaba
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