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TODODIA 22 de outubro de 2026
Esportes

‘Lava Jato’ russa pode minar carreira de pilotos do país

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Uma operação similar à Lava Jato feita pela Justiça da Rússia já afeta o automobilismo -incluindo a categoria mais importante do planeta. Investigações que estão desmascarando esquemas de corrupção e lavagem de dinheiro estão se aproximando cada vez mais dos financiadores de carreiras de pilotos russos da Fórmula 1 e de categorias de base.

A notícia mais recente envolve o chefe e criador da SMP Racing, empresa que financia a maior parte dos russos no automobilismo, incluindo Sergey Sirotkin, da Williams. O magnata Boris Rotenberg é amigo próximo do presidente Vladmir Putin e, mesmo assim, teve suas contas nos bancos Danske e Nordea bloqueadas por suspeita de lavagem de dinheiro.

Isso acontece em um momento no qual circulavam rumores no paddock da F-1 de que a SMP estaria com dificuldades para tirar seu dinheiro da Rússia e efetuar os pagamentos à equipe Williams. O time de Grove ainda não confirmou quem pilotará ao lado do estreante George Russell no ano que vem.

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A SMP Racing é uma operação comandada pelo banco de mesmo nome que apoia jovens talentos russos desde as categorias de base da F-1, e também tem negócios na Indy e no WEC. A dificuldade de financiamento, portanto, afetaria a carreira de vários pilotos.

Em outro episódio ligado aos russos, o pai e financiador da carreira de Artem Markelov, que está na F-2, foi preso por subornar um ministro no final de setembro. Valery Markelov é acusado de pagar 30 milhões de dólares ao governo para que o consórcio que coordena, ligado à Russian Railways, obtenha acordos vantajosos.

Até então, Markelov era apontado como um dos candidatos à vaga da Williams, assim como Sirotkin. O negócio esfriou após a prisão. Já do lado de Sirotkin, a proposta da SMP para a Williams já tinha diminuído de 20 milhões de euros ao ano para 10, o que complicou a situação do piloto no time inglês, uma vez que é o mesmo que os apoiadores de Robert Kubica aportariam à equipe.

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Recentemente, a chefe Claire Williams declarou que o time vive uma mudança na abordagem da escolha dos pilotos, depois de escolher dois pagantes de talento questionável para 2018. A dirigente admite que, depois de confirmar o promissor Russell, “será preciso fazer considerações financeiras” para o segundo piloto, deixando em aberto se o time dependerá do dinheiro trazido pelo piloto.

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Folhapress TODODIA — jornalismo das regiões de Campinas e Piracicaba
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