MP apura depósito de R$ 100 mil para acusado de atirar em Marielle
Um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) mostrou um depósito de R$ 100 mil feito na conta do policial militar reformado Ronnie Lessa, sete meses após o assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, em 14 de março do ano passado.
O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MP-RJ) não confirmou se há ligação entre o pagamento e os assassinatos. O advogado de Lessa, Fernando Santanna, disse que não teve acesso ao relatório do Coaf e, por isso, não pode explicar a origem do dinheiro.
“Fiquei sabendo através do meio televisivo. Vou me inteirar, e depois mostrar pra ele pra saber se foi de alguma venda que ele fez ou algo do gênero”.
O documento foi incluído pelo MP-RJ no pedido do bloqueio de bens apresentado junto à denúncia contra o acusado e contra o ex-policial militar Élcio de Queiroz, apontado como o motorista que seguiu Marielle para que Ronnie atirasse.
Ronnie Lessa e Élcio de Queiroz foram presos na terça-feira (12), acusados de terem planejado e executado a emboscada contra Marielle e Anderson, que incluiu também a tentativa de assassinato da assessora Fernanda Chavez, que estava no mesmo carro que a vereadora e sobreviveu aos disparos.
O Ministério Público e Delegacia de Homicídios da Polícia Civil seguem com o inquérito para tentar desvendar possíveis mandantes e a motivação do crime, que completou um ano ontem (14).
Esta matéria foi útil para você?
Newsletter TODODIA
As mais lidas do dia, direto no seu e-mail. Grátis.
Veja também
Lei Rouanet registra recorde de 25,6 mil projetos e R$ 1,67 bilhão captados
Propostas inscritas em 2026 cresceram 11,6% em relação ao ano anterior, segundo o Ministério da Cultura
Derrota de Trump no Congresso pode limitar intervenções na América Latina
Maioria democrata pode restringir recursos para ações no exterior e estimular um acordo comercial entre Washington e Brasília
Roubos de celulares caem 19,3% no estado de SP entre janeiro e setembro
Foram 61.189 ocorrências no período, 14.670 a menos que nos nove primeiros meses de 2025, segundo balanço do governo estadual