‘A polícia está comprada, não é? Estou louca?’, questiona Najila Trindade
Em entrevista ao SBT na noite de segunda (10), Najila Trindade -que acusa Neymar de estupro- questionou a conduta das autoridades em relação ao suposto arrombamento de seu apartamento localizado na zona sul de São Paulo. A modelo falou que a “polícia está comprada”.
O advogado Danilo Garcia de Andrade, que estava representando Najila Trindade, decidiu deixar o caso após a modelo não entregar a íntegra de um suposto vídeo, citado como peça importante contra Neymar. A acusadora afirma que a gravação está em um tablet rosa que teria sumido de seu apartamento. Até o momento, foram exibidos 66 segundos de um vídeo que teria sete minutos.
“Eu queria muito saber”, falou Najila ao SBT quando questionada sobre a localização do tablet. “Invadiram meu apartamento assim quando as coisas deram confusão”, acrescentou a modelo. A polícia foi ao apartamento para colher digitais e fazer uma perícia para investigar o arrombamento. Apesar disso, só foram encontradas as marcas de Najila e de uma funcionária que trabalha na residência. “A polícia está comprada, não é, ou não? Estou louca?”, falou Najila quando o jornalista Roberto Cabrini falou sobre a investigação da polícia.
Nota da Associação dos Delegados de Polícia Civil de São Paulo sobre a declaração da Srta. Najila Trindade
A Associação dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo (ADPESP) vem a público repudiar veementemente a afirmação feita pela Srta. Najila Trindade de que a polícia estaria “comprada”.
Antes de mais nada, reafirmamos nossa solidariedade a toda e qualquer vítima de violência de gênero e o compromisso da Polícia Civil do Estado de SP em combater com rigor este tipo de crime. Todavia, não podemos tolerar que afirmações sem qualquer fundamento venham a macular a honra de policiais e a imagem de toda uma instituição.
Com mais de 100 anos de história, a Polícia Civil de São Paulo é uma instituição respeitada e que possui em seu quadro servidores competentes que desenvolvem seu trabalho com seriedade, comprometimento e respeito máximo às normas legais vigentes.
Toda investigação realizada pela Polícia Civil é inequivocamente regida pelos princípios da isenção e imparcialidade, e seu único compromisso é com a busca pela verdade. A polícia judiciária se mantém firme em seu caráter investigativo, que exige independência absoluta em sua atuação.
Reafirmamos, assim, nossa estrita confiança no trabalho da delegada de polícia que preside a investigação, na equipe do Instituto de Identificação Ricardo Gumbleton Daunt (IIRGD) – referência nacional em identificação digital –, bem como nos demais policiais civis que nela labutam, com a certeza de que a polícia civil bandeirante seguirá prestando um serviço responsável, ético e de qualidade à sociedade.
Gustavo Mesquita Galvão Bueno, presidente da Associação dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo (ADPESP).
Atualizada as 19h11
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