O governador João Doria (PSDB) anunciou na sexta-feira (4) a nomeação de Silvani Alves Pereira, 57, para o comando do Metrô de São Paulo. Silvani, que já integrou diversos cargos em empresas públicas e privadas e foi secretário-executivo do Ministério das Cidades do governo Temer, é réu em uma ação de improbidade administrativa.
O novo presidente do Metrô aparece como réu em uma ação civil pública referente a supostas irregularidades durante sua gestão à frente da Secretaria de Saúde do município de Serra, no Espírito Santo.
O Governo de São Paulo também confirmou a existência de um processo contra Silvani, mas afirmou que isso não interfere na nomeação feita por Doria.
Segundo informou a gestão tucana, Silvani ocupou em 2011 o cargo de secretário municipal e, na ocasião, firmou convênio com a Secretaria Estadual de Saúde do Espírito Santo para a informatização dos serviços da pasta. “O valor deste contrato acompanhou os mesmos parâmetros adotados pelo Estado”, afirmou o governo paulista.
De acordo com a gestão Doria, o processo se encontra em uma fase preliminar, na primeira instância, o que significa que ainda não houve nenhuma deliberação em relação ao assunto.
“Silvani está tranquilo sobre a sua atuação como secretário municipal e tem plena convicção de que, ao apresentar seus argumentos, as dúvidas serão totalmente sanadas. Vale lembrar que Silvani ocupou vários cargos públicos sem sofrer qualquer impedimento legal para exercê-los”, disse a gestão, em nota.
O novo presidente do Metrô chefiou o gabinete da Presidência da Caixa e ocupou cargos como o de secretário nacional de Políticas Públicas do Ministério do Trabalho, secretário estadual em Sergipe e no Espírito Santo em pastas como Saúde, Gestão Estratégica e Desenvolvimento Econômico e Social. Ocupou ainda a função de superintendente da Caixa Econômica Federal.
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