Estreia da África do Sul na Copa destaca semelhanças com o Brasil dentro e fora de campo
Além das cores verde e amarelo, países mantêm cooperação econômica, defesa da paz e histórico de combate às desigualdades
Países compartilham cores, desafios sociais e cooperação em temas internacionais
A estreia da África do Sul na Copa do Mundo de 2026, nesta quinta-feira (11), contra o México, chama atenção para uma coincidência: assim como o Brasil, a seleção sul-africana veste as cores verde e amarelo. As semelhanças entre os dois países, no entanto, vão além do uniforme e envolvem aspectos econômicos, sociais e diplomáticos.
Brasil e África do Sul compartilham desafios relacionados à desigualdade social e mantêm posições semelhantes em temas internacionais, como defesa da paz, desenvolvimento sustentável e cooperação entre países do Sul Global.
Parceria estratégica
Considerados os países mais industrializados de seus continentes, Brasil e África do Sul mantêm relações diplomáticas e comerciais há décadas.
Durante visita a Brasília neste ano, o presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, defendeu o fortalecimento da cooperação econômica, com foco em áreas como agricultura, energia, mineração, defesa e turismo.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva também destacou o potencial da parceria e afirmou que o comércio bilateral segue praticamente estagnado há cerca de duas décadas.
Atualmente, o Brasil exporta principalmente carnes de aves, açúcar e veículos, enquanto importa minerais como prata e platina da África do Sul.
Atuação conjunta internacional
Nos últimos anos, os dois países têm adotado posições semelhantes em fóruns internacionais, com foco no combate à pobreza, enfrentamento ao racismo e defesa da soberania nacional.
Ambos também defendem reformas em organismos multilaterais e maior participação de países em desenvolvimento nas decisões globais.
Durante a COP realizada no Brasil em 2025, a África do Sul apoiou iniciativas brasileiras voltadas à preservação ambiental e financiamento de florestas tropicais.
Histórico e direitos humanos
Especialistas apontam que o fim do apartheid, regime de segregação racial encerrado nos anos 1990 após mobilização liderada por Nelson Mandela, fortaleceu a atuação internacional da África do Sul em temas ligados aos direitos humanos.
A experiência histórica do país é considerada relevante em debates sobre discriminação, conflitos e direitos civis.
Relação com o Brasil
O Brasil participou das pressões internacionais contra o apartheid nas décadas de 1970 e 1980, suspendendo relações diplomáticas e comerciais com o regime.
Após a redemocratização sul-africana, os laços entre os países foram retomados e ampliados, incluindo cooperação em saúde pública, combate ao HIV, educação, agricultura e tecnologia.
Futebol também aproxima
No campo esportivo, a seleção sul-africana, conhecida como Bafana Bafana, disputa o Mundial em busca de destaque.
O ex-treinador Joel Santana avalia que o futebol do país evoluiu nos últimos anos e aponta potencial para uma campanha competitiva.
Enquanto disputam espaço no cenário esportivo, Brasil e África do Sul mantêm uma relação marcada por interesses comuns, cooperação internacional e desafios sociais semelhantes.
*Com informações da Agência Brasil.
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