Organizações não governamentais (ONGs) realizam hoje (23), em várias cidades brasileiras, atos em defesa da Amazônia. Segundo o Greenpeace, uma das organizações que promovem os protestos, também estão previstas mobilizações para o fim de semana.
BRASÍLIA
Na capital federal, o protesto reuniu ativistas, estudantes e ambientalistas. O ato começou em frente ao Ministério do Meio Ambiente, onde houve projeção de frases com pedido de socorro à floresta e imagens de incêndios e queimadas.
Durante a manifestação, a principal via da Esplanada dos Ministérios teve cinco de suas seis faixas bloqueadas. Para diminuir o impacto no trânsito da capital federal, servidores públicos foram dispensados do trabalho por volta das 16h.
SÃO PAULO
O protesto contra as queimadas na Floresta Amazônica começou por volta das 18h no vão-livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp), na Avenida Paulista. Por volta das 19h, as oito faixas de rolamento da avenida estavam tomadas pelos manifestantes.
Parte das pessoas presentes usava máscaras cirúrgicas em referência à poluição causada pelas queimadas. Nos cartazes que carregavam, havia o pedido de socorro pela floresta: “SOS Amazônia”, “Salvem o Futuro”, e “Pray for Amazônia” [Ore pela Amazônia], eram alguns dos dizeres nas faixas.
RIO DE JANEIRO
No Rio de Janeiro, a mobilização teve início às 17h na Praça da Cinelância, no centro da cidade. Alguns manifestantes pintaram os rostos lembrando os povos indígenas da floresta amazônica. Cartazes cobravam mais fiscalização ambiental. Havia ainda imagens em homenagem ao seringueiro e ambientalista acriano Chico Mendes, assassinado em 1988.
Houve ainda um minuto de silêncio e espaço para grupos indígenas entoarem músicas acompanhadas de instrumentos de sopro. Por volta de 18h45, os manifestantes saíram em marcha até as proximidades do edifício do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), de onde retornaram à Cinelândia para o encerramento do ato.
COMBATE A INCÊNDIOS
No fim da tarde de hoje, o presidente Jair Bolsonaro assinou decreto que autoriza o emprego das Forças Armadas para ajudar no combate aos incêndios na Floresta Amazônica. O decreto de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) vale para áreas de fronteira, terras indígenas, em unidades federais de conservação ambiental e outras áreas da Amazônia Legal.
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