terça-feira, 20 janeiro 2026

PF prende suspeito de fraude bilionária com pirâmide usando bitcoin

Foram apreendidos R$ 20 milhões e barras de ouro na casa de um dos investigados  

Dono da GAS Consultoria, Glaidson Acácio dos Santos, foi detido pela PF – Reprodução/TV Globo

Glaidson Acácio dos Santos, dono da GAS Consultoria Bitcoin, foi preso no início da manhã desta quarta-feira (25), no Rio de Janeiro, pela Polícia Federal em uma operação do MPF (Ministério Público Federal) e da Receita Federal. O empresário é suspeito de envolvimento em um esquema ilegal de pirâmide financeira com promessas de investimento em bitcoins.

Foram apreendidos R$ 20 milhões e barras de ouro na casa de um dos investigados. A ação de integra a Operação Kryotos, que cumpre sete mandados de prisão preventiva, dois mandados de prisão temporária e 15 mandados de busca e apreensão nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Ceará e no Distrito Federal.

O objetivo da operação é desarticular uma organização criminosa responsável por fraudes bilionárias envolvendo criptomoedas. A sede da empresa de Glaidson Acácio dos Santos, localizada na Região dos Lagos, no Rio, é apontada como responsável por praticar esquema de pirâmide.

De acordo com a PF, havia a oferta pública de contrato de investimento, mas sem o registro junto aos órgãos regulatórios do mercado de criptomoedas.

Os investigados poderão responder pelos crimes de gestão fraudulenta de instituição financeira clandestina, emissão ilegal de valores mobiliários sem registro prévio, organização criminosa e lavagem de capitais, e, se condenados, poderão cumprir pena de até 26 anos de reclusão.

Promessa de lucro a 10%

Para conseguir convencer os clientes, havia uma “previsão de insustentável retorno financeiro sobre o valor investido”, segundo a investigação. A empresa de Glaidson prometia reverter os investimentos com bitcoins em lucros de 10% ao mês. No entanto, a força-tarefa afirma que a GAS não aplicava os aportes em criptomoedas.

Muitos investidores eram de Cabo Frio, da Região dos Lagos fluminense. Devido ao alto número de golpes do tipo pirâmide financeira, a região foi apelidada de “Novo Egito”.

Nos últimos seis anos, a movimentação financeira das empresas envolvidas nas fraudes apresentou cifras bilionárias, sendo certo que aproximadamente 50% dessa movimentação ocorreu nos últimos 12 meses.

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