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TODODIA 4 de novembro de 2026
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Polícia apreende documentos e computadores de vereador citado em caso Marielle

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A Polícia Civil cumpriu mandados de busca e apreensão contra o vereador Marcello Siciliano (PHS) ontem de manhã. O parlamentar é suspeito de ser o mandante dos assassinatos de Marielle Franco e Anderson Gomes, mas o Ministério Público do RJ afirmou que a operação não tem relação com o caso.

Os agentes foram à casa do político, na Barra da Tijuca (zona oeste), e ao seu gabinete, na Câmara de Vereadores (centro), e apreenderam computadores, outros eletrônicos e documentos. Ele já havia saído de casa e ainda não havia ninguém no gabinete.

A responsável pela ação é a Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente. Quem conduz o inquérito policial principal do caso Marielle há nove meses sem solução, porém, é a Delegacia de Homicídios da capital, sob comando de interventores federais, responsáveis pelas polícias do estado de fevereiro até 31 de dezembro.

Quem solicitou os mandados à Justiça foi o Gaeco, grupo do Ministério Público especializado no combate ao crime organizado, mas o órgão afirmou que não daria mais informações para não prejudicar as investigações, que ainda estão em curso e sob sigilo.

Procurado, Siciliano disse em áudio que “está perplexo e revoltado”. “Depois de nove meses, estar passando tudo isso que eu venho passando, eles não terem nada contra mim e inventarem agora uma operação pela delegacia do meio ambiente para tentar me incriminar em alguma coisa, para achar um motivo de ter feito essa tamanha covardia”, declarou.

Ele também negou atritos com Marielle. “Conheci a Marielle quando assumi o meu mandato, entramos em recesso e os trabalhos começaram em março. Como eu vou ter alguém como rival com um mês de trabalho na Câmara? Nada bate. Os votos não batem, a disputa territorial não bate, eu não tive voto onde me acusam. Eu não tenho relação com ninguém e agora estão inventando outro tipo de possibilidade.”

Siciliano é suspeito de ser o mandante das mortes junto com o ex-PM e miliciano Orlando Oliveira de Araújo, o Orlando de Curicica, por supostas desavenças com Marielle na zona oeste do Rio. Ele tem como reduto eleitoral o bairro de Vargem Grande, dominado por milícias, que cobram de comerciantes e moradores por serviços.

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Folhapress TODODIA — jornalismo das regiões de Campinas e Piracicaba
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