Polícia não descarta envolvimento de Flordelis no assassinato do marido pastor
A possibilidade de a deputada Flordelis dos Santos de Souza (PSD-RJ), 58, estar envolvida no assassinato do marido, o pastor Anderson do Carmo, 42, em junho, não foi descartada pela Polícia Civil do Rio de Janeiro. A delegada responsável pelo caso, Bárbara Lomba, disse nesta quinta-feira (15) que, se a investigação continua mesmo após dois filhos do casal terem sido indiciados pela morte do pai, isso significa que a polícia ainda avalia que há outros envolvidos no crime.
Na quarta (14), Flávio dos Santos Rodrigues e Lucas dos Santos de Souza foram oficialmente acusados pelo homicídio, que ocorreu em junho, na casa onde Flordelis e Anderson viviam com 35 dos 55 filhos (51 deles adotivos), em Niterói. “Como nós sabemos, tem identificações de que há possivelmente outros indivíduos” envolvidos no assassinato, disse Lomba em entrevista a jornalistas na Delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo.
A tese da polícia é a de que “a motivação não foi individual”, ou seja, não foi algo tramado apenas pelos irmãos Flávio e Lucas. É preciso investigar “a motivação final de quem tinha interesse no homicídio além dos indiciados iniciais”, afirma a delegada. A investigação entrará em sua segunda etapa e está sob sigilo, segundo Lomba. Por isso, não é possível cravar se Flordelis é ou não alvo dela. O que dá para dizer é que, se os investigadores não fecharam o caso, é porque ainda acham que há pontas soltas nele.
Lomba afirmou que a principal linha de investigação aponta que o crime foi cometido “por razões financeiras”, ligadas à “administração de bens”. Flordelis e Anderson mantinham uma congregação evangélica com o nome dela, Ministério Flordelis, com duas igrejas em Niterói e outra em São Gonçalo.
Logo após o potencial parricídio, Flávio, que é filho biológico de Flordelis (mas não de Anderson), confessou à polícia ter atirado no padrasto, mas sua defesa diz que o depoimento não é válido porque não foi acompanhado. Lucas, filho adotivo, teria comprado a arma do crime. Os dois estão presos. O laudo do Instituto Médico Legal constatou 30 perfurações no corpo do pastor, nove delas na região de coxas e virilha.
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